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O ESTADO DA ARTE


Vista da exposição Habitar a Contradição, de Carlos Bunga, FCG. @ Filipa Bossuet


Vista da exposição Habitar a Contradição, de Carlos Bunga, FCG. @ Filipa Bossuet


Vista da exposição Habitar a Contradição, de Carlos Bunga, FCG. @ Filipa Bossuet


Maternidade, 2001, Carlos Bunga - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet


The Place Where We Daily Abandon the World, 2021, Carlos Bunga - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet


Vista da exposição Habitar a Contradição, de Carlos Bunga, FCG. @ Filipa Bossuet


Vista da exposição Habitar a Contradição, de Carlos Bunga, FCG. @ Filipa Bossuet


Plegaria Muda, 2008–10, Doris Salcedo - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet


Sala de Descontração, 1975, Túlia Saldanha - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet


Além-Tejo Vos-Tejo [1979], de Wolf Vostell - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet


Metamorphose, 2000, Carlos Bunga - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet


Nomad, Carlos Bunga - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet


Nomad, Carlos Bunga - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet


Casa, 2022-25, Carlos Bunga - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet


Casa, 2022-25, Carlos Bunga (pormenor) - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet


Casa, 2022-25, Carlos Bunga - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet


Casa, 2022-25, Carlos Bunga - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet


Vista da exposição Habitar a Contradição, de Carlos Bunga, FCG. @ Filipa Bossuet


Vista da exposição Habitar a Contradição, de Carlos Bunga, FCG. @ Filipa Bossuet

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FILIPA BOSSUET

2026-01-14




 

 

Ao Habitar a Contradição foi possível ver os maquinários, tubos de ensaio, colunas e arestas do Centro de Arte Moderna (CAM).
Carlos Bunga desbravou o projeto Engawa de Kengo Kuma, revelando os caminhos impossíveis de uma linguagem que leva tempo e vivência para ser compreendida.

A exposição incorpora as continuidades nomeadas por Casa, Bosque, Nómadas, Maternidade, Casa nº17 e Convite.

Uma das primeiras chamadas à exposição foi com a obra A Minha Primeira Casa Foi Uma Mulher, 1975 [2018].Trata-se de um desenho de um corpo: a cabeça representada por uma kubata, mãos e braços descansando sobre uma barriga grávida.

Desenhada a lápis e tinta sobre pedaços de papel vegetal colados com fita adesiva, a figura existe em camadas. Nenhuma camada é central. O corpo constitui-se em tempos diferentes, que podem combater entre si, identificar-se, recuar ou unificar-se.

Ainda em A Minha Primeira Casa Foi Uma Mulher, 1975 [2018], endereçado na zona do ventre, um selo, representado pela fisionomia de um corpo aparentemente na lavra, com o título “Portugal Colonial”.

O título do selo coloca em tensão aquilo que se vê e aquilo que se sabe.

Não é possível identificar em que camada o selo se encontra, mas as linhas que compõem o corpo grávido existem perante essa realidade aberta às interpretações que o olhar dita.

A visita para a comunicação social leva-nos ao jardim do CAM.

Em solo cultivado por Calouste Sarkis Gulbenkian – um imigrante – encontra-se a obra Beijódromo. Bunga descreve-a como “um espaço para namorar, para amar, estar juntos, para a empatia”. “Num mundo polarizado e digital”, diz o artista, “é importante aprender a estarmos juntos”.

É uma peça em pedra sedimentada, anterior ao regresso de Bunga a Portugal para a realização da exposição.
É um lugar para entrar, sentar e sentir-se em casa – como o amor proporciona e sedimenta.

O nome evoca imediatamente a vontade de levar alguém, levar-se a si próprio, disponibilizar o próprio tempo para observar e sentir.

A natureza é tudo isso.

As simbologias estão também no modo como se sente e como se convive.
O jardim Gulbenkian, que não se demarca do jardim do CAM, mesmo com a curadoria humana, já surge com a sua carga ancestral: das comunicações entre as raízes das árvores e plantas, ao simbolismo da presença das culturas asiática, africana e do médio oriente.

Por este jardim passa também o remanescente da quinta da família Eugénio de Almeida.
E passa Manuel dos Santos, sociólogo e historiador, cuja memória e percurso – dentro e fora de Lisboa - mantêm vivo o debate sobre de que construção nacional se trata Portugal e que Europa é esta que se presencia.

Bunga incorpora no seu discurso o contexto histórico do terreno que pisa, com a memória da existência de uma feira popular, um jardim zoológico e da influência da migração.

 

Quando o espaço se aproxima

As cadeiras espalhadas pelo jardim – usadas por quem lê, conversa ou apenas frui o espaço – tornam-se parte do objetivo da exposição: estar aberto ao que nos une.?O artista reconhece estas dimensões e transforma as cadeiras verdes do jardim em elemento artístico, trazendo-as para dentro.
Produzidas pela marca portuguesa Adico, traz como referência o modelo “Manel”, na cor 6021, uma adaptação contemporânea do modelo clássico 5008, como refere o curador Rui Mateus Amaral nas “Notas sobre a exposição” do catálogo disponível para aquisição.

Desta dança de cadeiras, surge o elemento vivo destas movimentações que evocam o museu como casa que acolhe, espaço de vivências e reflexões: as pessoas.

Logo à entrada do edifício do CAM – a nave – o espaço de passagem obrigatória que entre muitos motivos, tais como a arquitetura que traz a luz do jardim e interliga os vários locais de passagem, convoca o espírito numa desconstrução permanente da fronteira entre interior e exterior.

É também por isso que a nave é tantas vezes requisitada pelos artistas convidados.
O espaço responde, devolve e amplifica.

A exposição incorpora desde o balcão de informações/bilheteira ao restaurante do CAM. Com o reconhecimento do papel social de cada elemento, Bunga expõe mobiliário doméstico – mesas, candeeiros, poltronas, tábua de engomar, escadote, cadeiras, bancos, armários e tapetes.
Expande as suas utilidades convencionais em Saltimbanqui #6 [2025] e Casa [2022-25].

Os objetos por vezes empilhados, com sobreposições que criam caixas de Pandora que desenvolvem novos caminhos, coexistem com colunas de cartão que parecem vir do invisível – pela forma como recusam limites puramente estéticos e utilitários.

Estes objetos parecem trazer a materialização dos sentidos e das memórias presentes no mobiliário, que também sobrevive no backstage da fundação.
Aqui, a leveza do cartão entra em comunicação com a memória, são colunas pesadas e leves ao mesmo tempo.

 

Casa (2022-25), Carlos Bunga (pormenor) - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet

 

A técnica de intervenção de Bunga pintando o mobiliário – que já foi uniforme e/ou que é uniforme – cria camadas craqueladas e rachadas. Marcam a passagem do tempo e revelam vulnerabilidade.
Amarelo, azul e vermelho-rosado (ou bordô avermelhado), rachado, craquelado que demarca a efemeridade dos momentos, as relações sociais, os comportamentos e as dinâmicas dentro do espaço doméstico e urbano, que se misturam.
São obras que captam o tempo, a energia do espaço condensada em estruturas altas de cartão.

Um movimento também eternizado pelos filmes que são projetados em duas televisões sobre o histórico Ballet Gulbenkian, chamando a atenção o trabalho de Madalena Azeredo Perdigão, criadora do departamento de música e de ballet da Fundação Gulbenkian; e Benvindo Fonseca enquanto um dos bailarinos mais emblemáticos, pensando, também, no contexto em que se vive.

Ao longo da exposição é possível observar os gestos de Trisha Brown, no filme Water Motor, realizado por Babette Magolte.

Percebe-se que a dança está ao nível da música no processo criativo de muitos artistas. Para muitos, a música, o movimento corporal, é essencial, imprescindível e convoca a algo que vai para além da inspiração ou do estado de espírito.

 

Aqui, onde a matéria se suspende para deixar o gesto respirar

“É um movimento de liberdade, de rebeldia, um auto de grito” declara Carlos Bunga.

Toda a exposição é uma performance.
Cada visitante participa com os seus pensamentos, deambulações e gestos corporais. Talvez sejam esses movimentos que constituem, metaforicamente, as colunas de cartão de dimensões imensuráveis sustentadas por fita adesiva.
A vulnerabilidade das estruturas depende da nossa presença – que lhes dá continuidade.

Anda-se, gira-se.
Entra-se nos troncos de árvores milenares pela convivência. Por cada passo meditativo dentro destes troncos, olhando para cima, veem-se formas da natureza – um búzio.
O silêncio instala-se e conversa com a mente.
Crianças correm entre as colunas.
Alguns querem abraçar, outros não conseguem parar de tocar.

O catálogo da exposição é um exemplo da potencialidade de fragmentação da exposição.
A desconstrução é sempre possível e todos são parte: a equipa retratada na capa – quem pintou, quem subiu o escadote, quem levantou as colunas, quem ajudou a consolidá-las com fita adesiva.
A encadernação aparente em blocos, a cola visível e as cores revelam uma linha temporal do que Bunga tem vindo a criar.

 

Antes de seguir adiante

Carlos Bunga reconhece a sua mente como o seu atelier.
Coloca em debate que materiais e espaços são necessários quando recebe um convite para expor.
Questiona também as urgências que definem quem pode ou não ser reconhecido como artista.

O espaço expositivo é o seu atelier – trabalha in situ.
É a partir da energia, das estruturas específicas, neste caso, da Fundação Calouste Gulbenkian, que se desenvolve e expressa.

A presença de outros artistas e das suas obras traz uma riqueza imensurável à exposição.

Carrie Mae, uma artista americana que tem a comunicação como um dos elementos da sua criação artística, imagina nas suas palestras, para falar através do seu trabalho, como é radiante entender que os artistas estão conectados.
Essa conexão os faz criar obras de arte que comunicam entre si.
Isso não é negativo, é sinónimo de que existem raízes. Raízes de árvores que partilham o mesmo solo, alimentam-se e protegem-se umas às outras.

Atenção a isso não é ingenuidade, é reconhecer simbolismos fortes: nada é por acaso e a arte é sempre um espaço de imaginação intencionada.
Cabe a quem percorre Habitar a Contradição, agradecer o trabalho de anos de Carlos Bunga. É o seu trabalho que possibilita convites como o realizado por Benjamin Well, diretor do CAM, para que o artista pudesse interagir com a coleção da instituição, para que aconteça.

 

The Place Where We Daily Abandon the World (2021), Carlos Bunga Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet

 

Assim, encontramos a oportunidade de conhecer Túlia Saldanha na obra Sala de Descontração [1975], ao mesmo tempo que Bunga apresenta The Place Where We Daily Abandon the World [2021], que ecoa com Picnique [1972–1977], também de Túlia.
Manuel Amado presente com a pintura a óleo Quarto Interior [1994].
Artistas que reivindicam o simbolismo do quotidiano, pintando tudo.

Há também Estudos para Trajecto de um Corpo [1976–77] de Alberto Carneiro; Tela Habitada [1976] de Helena Almeida; e Metamorphose [2000] de Bunga — obras em que o corpo é o próprio elemento artístico.
Doris Salcedo, cuja obra Plegaria Muda [2008–10] cala qualquer palavra e deixa o corpo viver a imensidão do contacto com a matéria. Obra de terra, com sabedoria milenar, ancestral e tecnológica.

 

Plegaria Muda (2008–10), Doris Salcedo (pormenor) Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet
 

 

Bunga apresenta ainda obras da sua juventude, criadas dentro e fora da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.
Volta a mostrar como os processos de criação e investigação têm sido partilhados pelos artistas nas exposições.

 

Todas as Exposições Verdadeiramente Intencionadas São Coletivas

A partir de quem escreve, surge um questionamento sobre a palavra Nómada, usada por Bunga como figura do futuro — fora das convencionalidades dos termos migrante ou exilado.
Compreendem-se as lógicas de ressignificar o que foi utilizado de forma pejorativa, recuperar origens e criar novos vocabulários – algo que a exposição faz a partir da noção de casa.

Questiona-se, porém, como o contexto português — da figura romantizada do “hippie” aos recentes ódios dirigidos aos nómadas digitais e às políticas associadas — irá receber as esculturas espalhadas entre o interior e o exterior.

São esculturas que nascem de desenhos do artista.
Materializam-se em madeira.
Possuem cabeças-casa e corpos humanos ou animais, fletidos, sobre a parede.

O impacto da humanidade destas esculturas mostra, uma vez mais, que Carlos Bunga sabe o que faz. A sua prática artística é transversal, transnacional e ancestral.
Os silêncios, a calmaria em meio à densidade do que propõe são exemplos.

Bunga explica que estes são corpos de criança: seres em crescimento, ainda não formados.
Quando se nasce, não se escolhe o país, não se escolhe o lugar.
Mas há um instinto animal de sobrevivência – de crescer e adaptar-se a um mundo frequentemente hostil e agressivo.
Interessa-lhe essa fase em que os filtros são menores e a espontaneidade maior.

A sua mãe é homenageada em toda a exposição.
Uma mulher negra que trouxe Carlos Bunga ao mundo.
Uma mulher negra que fugiu de Angola em 1975, enquanto jovem mãe e grávida.
Mulher negra que como tantas outras mulheres negras, e não só, constroem caminhos com sensibilidade e inteligência particular – e por mais que tentem, o contrário é sempre a reconstrução.

A mãe trouxe consigo um saco de fotografias de entes queridos, que Bunga agora partilha na casa Maternidade [2001], que engloba a grande casa que é Habitar a Contradição, através da ampliação de fotografias da mãe.
Tratam-se de fotografias em que a mãe surge numa elegância, dona de si e consciente do seu olhar, em espaços de festa, de descontração.
Tratam-se de fotografias que traduzem a imponência do mulherismo, da natureza.
Daqui, nasce a revolução.

 

Maternidade (2001), Carlos Bunga - Habitar a Contradição, FCG. @ Filipa Bossuet

 

Carlos Bunga descreve a mãe como uma Madonna contemporânea.
Arrisca-se neste artigo uma Miriam Makeba, Wangari Maathai, Lourdes Van-Dúnem, no seu tempo.

Em Habitar a Contradição, o mulherismo é basilar.
Não seria, se as esculturas denominadas Nómadas, não fossem produzidas pelas dimensões das filhas de Bunga.
Não seria se a revolução e a natureza não estivessem de mãos dadas.
Não seria a obra Além-Tejo Vos-Tejo [1979], de Wolf Vostell.

Bunga traz a ideia de exposição através da energia mais bonita da criação artística: a criação coletiva, tendo em conta todos os que fizeram para que tudo acontecesse.
Por isso, por momentos, pensa-se tratar de uma exposição colectiva.
Depois percebe-se: todas as exposições verdadeiramente intencionadas são colectivas.
Não há melhor descrição do que se pode sentir ser uma casa.

Carlos Bunga promete-nos que nada do que vimos em Habitar a Contradição permanecerá igual, assim o amor, a desconstrução, o contraditório, continuam.

 

 

 

 

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Filipa Bossuet
É o culminar do interesse pelas artes, jornalismo e tudo o que me faz sentir viva. Nasci em 1998, sou uma mulher do norte com memórias do tempo em Lisboa. Guiada pela sede de informação e pesquisa autónoma licenciei-me em Ciências da Comunicação e penso também sobre as influências dos estudos de mestrado em Migrações, Inter-Etnicidades e Transnacionalismo, criando um diálogo e questionamento entre os campos do saber. Colaborei como jornalista estagiária no Gerador, uma plataforma independente de jornalismo, cultura e educação, e no Afrolink, uma rede online que junta profissionais africanos e afrodescendentes residentes em Portugal. Utilizo performance, pintura, fotografia e vídeo experimental para retratar processos identitários, negritude, memória e cura. O meu trabalho transdisciplinar tem sido apresentado em espaços como a Bienal de Cerveira, Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), Teatro do Bairro Alto, Festival Iminente e o Festival Alkantara.