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ENTREVISTA



LUÍS CASTRO


Luís Castro abre-nos as portas do Gabinete de Curiosidades Karnart para nos falar do seu momento presente e das suas criações actuais. Luís Castro nasceu em Nampula, Moçambique. Com uma licenciatura em Medicina Veterinária, um curso de Língua e Cultura Italianas e várias formações e estágios diversos na área do teatro, é desde 2001 director artístico da Karnart, juntamente com Vel Z, onde tem vindo a desenvolver o conceito de “perfinst”, que cruza as Artes Performativas e as Artes Visuais.
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O ESTADO DA ARTE



JOSÉ SOUDO


19 DE AGOSTO, DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA
Em vários locais leio e ouço sobre eventos comemorativos e evocativos muito diversificados, a propósito desta data, o que bem vistas as coisas, não estão a ajudar em nada a reflexão sobre os acontecimentos que levaram ao surgimento, ou melhor, aos surgimentos desta maneira de “…desenhar, com o auxílio da luz, sem a intervenção de lápis ou de pincel…”, ou seja, da Fotografia. De todos, há dois caminhos diferentes e bastante relevantes, no surgimento desta Nova Arte de Desenhar. Cada um destes caminhos, associado a materiais fotossensíveis com comportamentos diferentes e opostos, perante a luz que lhes chega, ou seja, o actual Pixel, tem antepassados distintos e muito diferentes no seu comportamento, que talvez tenham começado a casar com a sempre eterna Dona Luz, ao que parece, a partir do século XIX. Vamos ver.
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PERSPETIVA ATUAL

JOÃO BORGES DA CUNHA


A CIVITAS DE TODAS AS PRESSAS
Atenas e os seus filósofos, Roma e os seus senadores, Jerusalém e os seus profetas. Londres e os seus mercados, Paris e os seus boulevards, Viena e os seus cafés. Dos antigos aos modernos, estas associações-em-metonímia servem um propósito identitário a mando de um programa ambíguo. Por um lado, são o biombo para corpos maiores. De um modo geral, povos e a cultura que os rege. Por outro – mais sério –, são a expressão de um suposto ethos que aqueles que comungam da civitas, os civilizados, exercitam de forma natural porque lhe pertencem, ou que têm de adoptar porque querem pertencer-lhe.
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OPINIÃO

LUIZ CAMILLO OSORIO


DESLOCAMENTOS DA REPRODUTIBILIDADE NA ARTE: AINDA DUCHAMP
Há um segmento da proposta de Marcel Duchamp, não realizada, para a exposição inaugural do Museu de Arte Moderna de São Paulo, que me interessa discutir hoje, não obstante ser um tema lateral, complexo e que, de lá para cá, tornou-se meio anacrónico: fazer reproduções ampliadas de pinturas consagradas e expô-las junto a obras originais. Para além do valor das reproduções de pinturas, o que me interessa ao recuperar esta proposta é a sem cerimónia, contida aí, em profanar a ideia de originalidade, ou melhor, desfazer o mito da originalidade como condição essencial do valor expositivo e artístico.
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ARQUITETURA E DESIGN

AN ARCHAEOLOGY OF UTOPIA E MADALENA FOLGADO


ENTREVISTA A ANA CATARINA COSTA, FRANCISCO ASCENSÃO, JOÃO PAUPÉRIO E MARIA REBELO
Ana Catarina Costa, Francisco Ascensão, João Paupério e Maria Rebelo são arquitetos e os coordenadores da plataforma Uma Arqueologia da Utopia/ An Archaeology of Utopia (AU), que visa franquear registos que não apenas documentais dos bairros construídos no âmbito do Serviço Ambulatório de Apoio Local (SAAL). Esta é uma plataforma em aberto; a sua proposta é permanecer em construção, através da contribuição das pessoas — todas as pessoas. Entre tantas possíveis inversões de sentido da palavra serviço — como esta entrevista aos coordenadores nos revela — AU está, desde já, ao serviço da possibilidade de rememorar um horizonte, em aberto, onde podemos viver juntos, que não fatalmente neoliberal.
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ARTES PERFORMATIVAS

CATARINA REAL


PORÉM AINDA. — SOBRE QUASE UM PRAZER DE GONÇALO DUARTE
Quase Um Prazer, de Gonçalo Duarte, é um livro que reúne uma selecção de desenhos realizados no rescaldo da agitação pandémica e que ao longo do tempo foram acumulados em pilhas. Desenhados originalmente a acrílico são atravessados por perigos e ruínas dos quais podemos depreender episódios breves de uma funesta visão sobre o mundo. Lançado pela Stolen Books, no ainda-estranho ano de 2022.
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PREVIEW

3º Linha de Fuga - Festival e Laboratório Internacional de Artes Performativas | 16 Set - 9 Out, Coimbra


A 3ª edição é dedicada à discussão sobre as éticas do cuidado, de forma a chamar a atenção para as situações de vulnerabilidade que existem no mundo e nas desigualdades que podem provocar no que concerne às relações intersociais.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

CATARINA AGUIAR

TESSITURA


Casa da Avenida, Setúbal

Nenhum texto curatorial apenas o contexto. As obras são de papel — Escute-se: pa pele. Têm essa misteriosa e sensual qualidade háptica, que resulta da demora do tipografo; essa extensividade quântica que se dá pelo afeto, que se entretece com a nossa pele pelo toque, e que ali, na Casa da Avenida, é acon-TECIMENTO total: Entretece-se com as paredes e a sua textura — e note-se que textura é sinónimo de tessitura —, com as portadas, com os silhares de azulejos…e dá ainda a indicação do andamento ao piano, para quem se deixar tocar e sentir o padrão do seu pathos; i.e., permitir-se ser patético.
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DAVID DOUARD

O’TI’LULLABIES


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
A O’TI’LULLABIES, David Douard coube-lhe dar uma corporalidade dissonante entre ao que alude, a sonoridade terna das canções que embalam as crianças até aos braços de Morfeu, e ao conteúdo artístico que abarca, pejado de assemblages escultóricas e instalações que se situam na fronteira desenlaçada entre o coletivo e o individual, o doméstico e o urbano, o íntimo e o público, e que nos impelem, a golpe de vista, para uma narrativa hermética, obscura e onírica que exige uma redobrada oxigenação dos sentidos para ser deslindada.
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ALEXANDRE ESTRELA

TRANSPARENTE AO SOM


Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea, Almada
Essa ideia de inevitabilidade que nos salva, de aceitação que liberta, num voo de possibilidades que simboliza um afastamento de toda a incerteza — de espera na esperança, de ser espera na esperança, (ou) de ser espera contra toda a esperança. De saber que, mesmo inseguros, os nossos passos chegarão lá — como os círculos, um atrás do outro, um pelo outro, um com o outro — e que também nós aprenderemos a voar.
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CRISTINA ATAÍDE

RESPIRAÇÃO BOCA A BOCA


Museu Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso, Santo Tirso
A arte ligada à vida, tem uma força que os homens nunca irão apagar. As formas criadas estão em todos os lugares como criaturas, colocadas no nosso trajeto de visitação. O laudo da artista é, o nosso começo de transformação.
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JOÃO FONTE SANTA

MUNDO DE AVENTURAS


Fundação Eugénio de Almeida - Centro de Arte e Cultura, Évora
Agora, que atravessamos um momento histórico de conflitos entre territórios e de demarcação de fronteiras culturais nacionais, entre reconfigurações progressistas e desmontagens castradoras, surge “Mundo de Aventuras”, uma exposição de João Fonte Santa, abrindo brechas de reflexão sobre a nossa identidade nacional.
LER MAIS NUNO LOURENÇO

LEONILSON

LEONILSON: DRAWN 1975-1993


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
A primeira grande retrospetiva de Leonilson (1957-1993) na Europa, um dos nomes maiores da arte contemporânea brasileira. À medida que percorremos a exposição familiarizamo-nos com a curta vida e obra de um artista cujo trabalho assumiu diversas fases: desde a pintura vinculada à geração 80, passando pela incorporação de novos materiais - pedras, botões, pérolas- e adoção do bordado como técnica.
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RUI CHAFES

CHEGAR SEM PARTIR


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
Após ter participado numa coletiva, nesta instituição, em 2005, o artista regressa com uma mostra individual que abrange os seus mais de trinta anos de carreira. Não se trata, porém, de uma retrospetiva, mas, como sugere Philippe Vergne, uma “introspetiva”.
LER MAIS CONSTANÇA BABO