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ENTREVISTA



FERNANDO SANTOS


O amor que Fernando Santos nutre pela arte despertou na sua infância. O marchant fundador da galeria homónima localizada na rua de Miguel Bombarda, no Porto, primeira a abrir no denominado Quarteirão das Artes, começou a consciencializar-se disso ao acompanhar o pai colaborador do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante. Em 2023, a galeria comemorou o seu 30.º aniversário com uma celebração especial, iniciando “uma viagem através dessa memória e de uma história que merece ser contada, materializada na iniciativa ‘30 anos depois…’”. Se inicialmente “ter uma galeria era ‘uma pedrada no charco’”, Fernando Santos acaba por concluir que: “A arte continua a ser um bom negócio”.
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O ESTADO DA ARTE



MIGUEL PINTO


JÚLIA VENTURA, ROSTO E MÃOS
Se Ana Hatherly procurou A Mão Inteligente, e Helena Almeida, a mão criadora, também cognoscente, poderíamos dizer que Júlia Ventura se interessa pela mão que dança, teatraliza, representa. Nas inúmeras analogias entre o cérebro e estas extremidades que tateiam, apreendem e possibilitam a criação (sempre sujeitas às suas especificas fragilidades, em tensão com o que as sinapses lhes ditam e, por isso, construindo uma outra coisa, que é real nas suas imperfeições e, por isso, foge à idealização que a gerou) que vêm povoando, regularmente, a(s) história(s) da produção artística ocidental, Júlia Ventura quer indiciar não a uma mão-cérebro, mas a uma mão-rosto. A superfície e a aparência, em troco da interioridade e da intelectualização. A impressão simulando a expressão.
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PERSPETIVA ATUAL

MAFALDA TEIXEIRA


LIGHTLESS (QUANDO NÃO HÁ LUZ) DE SARA BICHÃO
Questões de apropriação, reconversão e transformação de objetos perpassam a prática artística de Sara Bichão e revelam-se no corpo dos novos trabalhos de Lightless através da incorporação de materiais que, submetidos a uma recontextualização, guardam memórias e histórias num processo de trabalho emocional que suga as memórias dos objetos ou a ação passada que eles tiveram. Realizadas com materiais extraídos da natureza - provenientes do Parque de Serralves – e das áreas técnicas, bem como de uma série de exposições organizadas nos últimos anos pelo Museu de Serralves, as obras presentes na exposição traduzem - numa lógica de reciclagem e reaproveitamento - a ideia de encontro e de experiência do lugar.
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OPINIÃO

CATARINA REAL


PAVILHÃO DO ZIMBABUÉ NA BIENAL DE VENEZA
Entra-se no Pavilhão do Zimbabué - diga-se um modesto espaço de exposição com múltiplas salas, e não um verdadeiro “pavilhão” no sentido de isolamento e soberania do termo aplicado a uns tantos outros países representados na 60ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza - por via de um estranho portal de delicodoce decadência. Não se percebe à partida se o lugar onde acabamos de entrar nos remeterá ao sonho ou a um pesadelo dissimulado por entre sabores de rebuçado. Esta é a sétima participação consecutiva do Zimbabué na Bienal, que é nesta edição comissionado por Raphael Chikukwa, diretor executivo da Galeria Nacional do Zimbábue, e curado por Fadzai Veronica Muchemwa.
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ARQUITETURA E DESIGN

FREDERICO VICENTE


SIZA: O SUJEITO ENTRE VERBOS, NA FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN
A arquitetura de Siza existe na sua simplicidade formal, comprometida com o contexto onde se implanta o edifício. Lembramos a Piscina das Marés (1961-66) ou a Casa de Chá da Boa Nova (1958-63) em Leça da Palmeira, a célebre reabilitação do Chiado após o incêndio de 1988 e os novos Terraços de Bragança (2004), pensamos no Museu de Serralves (1991-1999) e na relação com o jardim ou na cobertura do Museu Internacional de Escultura Contemporânea em Santo Tirso (2016), entre outras tantas. Todos estes projetos cabem no léxico de 30 verbos escolhidos por Carlos Quintáns e Zaida García-Requejo para contar a vasta obra de Álvaro Siza. A tarefa é hercúlea, procurar relações e correlações no corpo de trabalho longo, vasto e plural do arquiteto.
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ARTES PERFORMATIVAS

RICHARD LAURENT


ONDE ESTÁ O PESSOA?
A voz de Leonor vai-nos guiando pela viagem, ouvimos o som da moviola a andar para a frente e para trás. De cada vez que revê o plano, a realizadora foca-se em algum personagem que lhe chamou a atenção. Quase como se investigasse um crime, Leonor vai revelando os diferentes personagens que consegue encontrar. Muitos deles personalidades relevantes da sociedade lisboeta, outros, embora ainda não o sejam nesta altura, serão num futuro próximo... quer dizer, num passado menos distante.
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PREVIEW

Ciclo Imagens de Pensamento: Conferência Corpo rebelde, corpo vulnerável, de Stefania Fantauzzi | 25 Jul, Sismógrafo, Porto


Com curadoria de Susana Camanho e Emídio Agra, este ciclo dedicado ao pensamento das imagens teve início em 2020 no Sismógrafo e a entrada é sempre gratuita.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

DAYANA LUCAS

DIA-A-DIA


Galeria Lehmann + Silva, Porto

A exposição “Dia-a-dia” convoca para o espaço expositivo um conjunto de obras que assumem uma desfronteirização entre baixa e alta cultura, através da exaltação de processos manuais e artesanais, que nos impelem a pensar o mundo e o quotidiano para lá dos aspetos industrializados, promovendo o agregamento entre coletividade e individualidade. O quotidiano, tema recorrente na Arte Contemporânea, é percebido pela artista como algo onde a vida pulsa vibrante no 'agora’, que ata a bagagem do passado com o espanto do futuro.
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CHRISTIAN ROSA

TO PAINT IS TO LOVE AGAIN


Kubikgallery, Porto
Na pintura de Rosa ergue-se um universo biomórfico, ainda que sob a forma de um campo pictórico abstrato, no qual as cores e as formas existem em potência e interagem, com ritmo, umas com as outras, com a tela e com o que as rodeia, desde o espaço no qual se situam àquele que as observa.
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MAFALDA SANTOS

COMO FAREMOS PARA DESAPARECER


Galeria Presença (Porto), Porto
Mafalda Santos apresenta novos trabalhos realizados este ano: uns continuando a explorar o desperdício de papel proveniente de uma gráfica; outros com novas formas e novos materiais: Na metodologia insistente e minuciosa dos primeiros, ao empilhar e aglomerar faixas de papel impresso, continua a explorar as imagens que daí resultam: criptografias altamente complexas que homenageiam os elementos que lhe são próprios: ponto-linha-mancha, textura-espessura-volume.
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COLECTIVA

CENTRO DE ARTE CONTEMPORÂNEA – 50 ANOS: A DEMOCRATIZAÇÃO VIVIDA


Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto
Em 1976 inaugurou o Centro de Arte Contempora?nea, no Porto, com o fim de responder à ausência de um museu nacional de arte moderna. Como tal, o projeto veio dar palco à criação artística contempora?nea, na qual incluiu conteúdo internacional, considerando fundamental o cruzamento entre o que se desenvolvia dentro e fora do território nacional. Mas, sem dúvida, o CAC foi sobretudo orientado para acolher, representar e apoiar a comunidade arti?stica portuguesa.
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PATRICIA GERALDES

ALENTAR, AO ALENTO, ALIMENTO


Galeria Ocupa, Porto
As configurações plásticas e criativas em torno de elementos da natureza (terra, plantas, sementes e água) compõem as obras que são expostas, de forma profícua, atendendo às possibilidades que o espaço faculta. A narrativa surge, segundo a artista, em torno da necessidade de pensar a produção e a troca de alimentos como forma de fomentar as relações pessoais e a aproximação ao outro. Coadjuvante, importa pensar a intra-ação entre atores humanos e não humanos, como uma entidade viva e unificada.
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PILAR MACKENNA

CONSTELAÇÕES E DERIVAS


Galeria Pedro Oliveira, Porto
Pilar inclui-se no grupo de artistas cujo ímpeto para o seu trabalho advém do ambiente que a rodeia: transforma as suas percepções individuais do mundo que encontra e deseja, numa matriz diagramática, transferindo o que está em redor - e em nós - para algo passível de re-atenção, nessa tarefa (sobre)humana de “desvelar a complexidade que nos sobrevoa e subsiste”.
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PEDRO CABRITA REIS

ATELIER


Mitra – Polo de Inovação Social, Lisboa
Nenhuma cronologia, nenhuma temática, nenhuma legenda, vagamos de nariz no ar por oito pavilhões onde coabitam esculturas, instalações, telas, desenhos, aquarelas e algumas fotografias; obras da sua adolescência, e outras criadas na semana passada, lado a lado. Mais do que um Atelier, pensamos numa reserva particularmente desorganizada.
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