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ENTREVISTA



PEDRO SENNA NUNES


Pedro Senna Nunes é realizador, produtor, fotógrafo, professor e programador cultural. É co-fundador da Companhia Teatro Meridional, a Avanti.pt Associação de Cinema e Audiovisual e da Apordoc - Associação pelo Documentário. Realizou documentários, ficções, spots e trabalhos experimentais em cinema e vídeo. Nos últimos 24 anos tem-se dedicado simultaneamente à área da pedagogia, criando e dirigindo laboratórios dedicados à criação e experimentação, tanto documental quanto ficcional. Em conversa com a Artecapital, Pedro Senna Nunes falou-nos dos seus mais recentes trabalhos cinematográficos, que derivam da sua aproximação à pessoa e à obra de Jorge Listopad, assim como dos 15 anos da CiM – Companhia de Dança, da qual é co-director artístico, e do seu vasto trabalho multidisciplinar e em constante expansão.
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O ESTADO DA ARTE



LEVINA VALENTIM


MULHERES, VAMPIROS E OUTRAS CRIATURAS QUE REINAM
Enquanto durar a Bienal, Veneza é o reino das mulheres e das pessoas não-binárias. “O Leite dos Sonhos” escorre para os canais numa viagem a partir do universo surreal de Leonora Carrington (1917-2011) que Cecilia Alemani reinventou, na sua curadoria, em três estações: corpos e as suas metamorfoses; indivíduos e tecnologias; a conexão entre os corpos e a Terra. O que está sobretudo em jogo é a especificidade histórica e mítico-narrativa do Humano.
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PERSPETIVA ATUAL

MADALENA FOLGADO


NO SEMINÁRIO
À entrada do recinto do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, um azulejo com uma vieira, símbolo do caminho de Santiago de Compostela, confirma o vestigial da Meia-Noite, tema da Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, AnozeroConfirma-o, no firmamento…em aberto. Não se sabe se terá sido à meia-noite, mas aquilo que no passado se deslocou fugazmente no espaço celeste, uma tal chuva de estrelas, que permitiu localizar as relíquias do apóstolo São Tiago, atribuindo-lhe o epíteto ‘campo de estrelas’, em latim campus stellae – e por aglutinação, Santiago de Compostela – pede passagem noutro campus: O Campus Universitário do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Lá, à noite, foi tomada e transferida a sua negatividade; tem vindo a ser criado um campo epistemológico que é também o campus físico do Colégio, passível de acolher fulgurantes manifestações constelares – inesperados acontecimentos figurativos do Ser – afirmando outros modos de saber e de investigar, transformando assim a academia em médium.
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OPINIÃO

LUIZ CAMILLO OSORIO


MARCEL DUCHAMP CURADOR E O MAM-SP
O que me interessa é discutir o papel aparentemente marginal da curadoria junto ao fazer artístico de Marcel Duchamp. Justamente por sua “obra” ser totalmente desajustada aos padrões tradicionais, Marcel Duchamp viu-se obrigado a inventar novas formas e modelos expositivos que dessem alguma visibilidade ao que parecia impossível de ser visto como arte. Não bastava criar as obras, era necessário criar para elas uma situação artística.
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ARQUITETURA E DESIGN

FILIPA ALMEIDA


OH, AS CASAS, AS CASAS, AS CASAS...
Não penso nestas casas para nós, como o título poderia sugerir, ou para mim; penso nestas casas para ti. Alguém que eu não vejo quem é, que eu não posso conhecer; alguém que não sou eu, como quando gosto de observar e sentir algo recebido por outro, com a distância precisa de não ser para mim – esse espaço que eu observo de fora para dentro onde me descubro testemunha; deste presente – dom – ao qual sou convidada a assistir.
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ARTES PERFORMATIVAS

CATARINA REAL


OS ESQUILOS PARA AS NOZES
OS ESQUILOS PARA AS NOZES, sendo uma comunidade “itinerante, informal e errante”, foram iniciados, fundados, instaurados na Lisboa de 2019 e maturados por todo o território. A cada projecto desta comunidade funda-se chão para lugares de experimentação e partilha que têm como cenário o cinema, a fotografia, a colagem, o recorte, o som, os arquivos e o coleccionismo no geral, e têm como directivas espreitar tudo o que já está às margens da propriedade, recuperando filmes caídos no domínio público, ou do que é público. Ou mesmo “espaços negativos da propriedade”.
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PREVIEW

Um Corpo que Dança - Ballet Gulbenkian 1965 - 2005, de Marco Martins | Estreia: 16 de junho, salas de cinema portuguesas


Documentário mostra o percurso do Ballet Gulbenkian em diálogo com a história política, económica e sociocultural do país.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

MAURO RESTIFFE

AMANHÃ DE MANHÃ


ZDB - Galeria Zé dos Bois, Lisboa

As fotografias estão a preto e branco, são texturalmente ruidosas, quase punk, ideia sublinhada pelas suas disposições museográficas: nada se encontra assente em molduras, as imagens são impressas numa placa e assentes numa base de ferro, como os bordos da ardósia onde se colocava o giz na sala de aula, uma maquete de estúdio, um projeto em construção.
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JOSÉ PEDRO CROFT

CAMINHOS CRUZADOS


Museu de Arte Contemporânea de Elvas , Elvas
Uma exposição das 60 obras de José Pedro Croft pertencentes à coleção António Cachola. Ali cruzam-se imagens de colour fields, linhas bem vincadas, contrastes de branco e negro em fundos de texturas ásperas, símbolos ainda não reconhecidos pelo coletivo e principalmente, uma série de planos que abrem espaços, que se refletem sobre outros, que se curvam e que se cortam para desvendar outros mais além.
LER MAIS NUNO LOURENÇO

DOMINIK LEJMAN

LUNATICS


Madnicity Pavilion, Veneza
San Servolo albergou, por cerca de oitocentos anos, um mosteiro beneditino para monges e freiras. No século XVII, foi o território para onde se enviavam os doentes de peste. Durante a ocupação napoleónica foi um hospital para soldados franceses. E depois, por mais de dois séculos, até à reforma italiana da psiquiatria em 1978, foi um hospital e um asilo psiquiátrico. Até aos anos 70, um local de passeios domingueiros de venezianos curiosos que “iam ver os loucos”.
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ARTUR LOUREIRO, ANDRÉ GOMES E PEDRO CALAPEZ

SEJA DIA OU SEJA NOITE POUCO IMPORTA


Museu Nacional Soares dos Reis, Porto
A exposição mergulha-nos num diálogo singular entre os dois artistas contemporâneos, cruzando perspetivas de fotografia e pintura num encontro de diferenças e afinidades, aos quais se acresce o naturalismo de Artur Loureiro, pintor do século XIX representado na coleção do museu.
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COLECTIVA

THIS IS A BAR… OU PRAIA DE BANHOS – JOAQUIM BRAVO, TURISMO E O ALGARVE


Galerias Municipais - Pavilhão Branco, Lisboa
Como o nome indica, a exposição trabalha, fundamentalmente, sobre as obras e o legado artístico de Joaquim Bravo, principalmente sobre o período em que residiu em Lagos, a partir de 1966. Quente e frio é provavelmente a melhor forma de a descrever.
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INEZ TEIXEIRA

DEGELO


Fundação Carmona e Costa, Lisboa
Em Degelo, de Inez Teixeira, contemplamos a experiência pela experiência através das forças indizíveis de um universo orgânico, dos quais vislumbramos fenómenos, energias e transitoriedade. A artista apresenta no espaço o tempo como processo perceptual, cujo ser-corpo de acção passa a ser um não-corpo, uma pura paisagem do efémero, uma memória ‘antes do Degelo’.
LER MAIS JOANA CONSIGLIERI

MICHAEL RAKOWITZ

RÉAPPARITIONS


Frac Lorraine, Metz
Michael Rakowitz combina aqui três dos temas importantes do seu trabalho: é antes de tudo, um trabalho político, mas que aborda as questões políticas de forma indireta, desviada e irónica; e toca aqui em questões de pilhagem e de restituição de obras de arte roubadas nos países do sul. É depois, sempre, um trabalho baseado no encontro, na troca, um ambiente social onde partilhamos, comunicamos, nos confrontamos sem nos afrontarmos.
LER MAIS MARC LENOT