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ENTREVISTA



ANA RITO


Ana Rito é uma artista visual, curadora, investigadora e docente, que há duas décadas nos convida a entrar em jogos constelares, sob a forma de performances, laboratórios, exposições, ciclos de filmes, conferências e aulas. Convoca-nos a pensar o "gesto curatorial [e não apenas curadoria] como algo que ocorre num lugar em devir” e que portanto é potenciado pelo encontro. Neste sentido, as suas práticas artística, curatorial, de investigação e docência, são, como nos revela em entrevista, indissociáveis.
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O ESTADO DA ARTE



CÉLIA BARROS


TECNOLOGIAS MILLENIALS E PÚBLICO CONTEMPORÂNEO. REFLEXÕES SOBRE A EXPOSIÇÃO 'OCUPAÇÃO XILOGRÁFICA' NO SESC BIRIGUI EM SÃO PAULO
Ocupação Xilográfica é uma exposição que se multiplica por diversos espaços do Sesc Birigui, procurando realçar a vitalidade de processos contemporâneos dentro da xilogravura em São Paulo e a intensa pesquisa que cada um dos onze artistas desenvolve, seja a partir das investigações sobre a cor, da diversidade de abordagens pelo desenho ou da espacialidade do trabalho. As obras expostas apresentam diversos formatos e escalas de trabalho, desde o livro de artista a interferências no edifício, além de experiências a partir da matriz xilográfica: a madeira que, enquanto linguagem e resistência material, afeta a criação das imagens.
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PERSPETIVA ATUAL

SARA MAGNO


YOTA AYAAN: A HUMANIZAÇÃO DA AUTONOMIA DE UMA MÁQUINA
Aquilo que nos leva a questionar se a arte deve ser feita por humanos, por colaborações simbióticas entre o humano e a máquinas, ou simplesmente por máquinas, tem se tornado cada vez menos relevante para a forma como o mundo da arte funciona hoje em dia. Como veremos, as instalações artísticas de Yota Ayaan aderem a uma crença kittleriana na autonomia da tecnologia e, por essa razão, não diferenciam o autor humano da máquina. "Os media não são pseudo-módulos extensíveis ao corpo humano” diz Friedrich Kittler; “eles assentam numa lógica progressiva que nos deixa a nós e à história escrita para trás.” Do mesmo modo, as intervenções artísticas de Yota Ayaan não procuram posicionar os novos media como sendo "extensões do homem", mas como sendo o homem quem se deve adaptar à máquina.
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OPINIÃO

DASHA BIRUKOVA


A NARRATIVA VELADA DAS SENSAÇÕES: ‘A ÚLTIMA VEZ QUE VI MACAU’ DE JOÃO PEDRO RODRIGUES E JOÃO RUI GUERRA DA MATA
Pensemos num filme como um corpo – o que seria a espinha dorsal deste corpo? Aparentemente, é uma duração, um espaço entre o começo e o fim, o espaço que é chamado de narrativa. O centro de qualquer filme é uma narrativa, mesmo que um filme não seja narrativo, ele ainda tem uma narrativa que é anulada. Assim, a produção de sensações num filme está diretamente ligada à narrativa que se situa dentro do filme. Além disso, eu diria que quanto mais se encobre a narrativa, mais espaço para as sensações se abre. Esta proposta é particularmente visível no filme “A Última Vez que Vi Macau” de João Rui Guerra da Mata e João Pedro Rodrigues, que passou na Cinemateca no mês passado.
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ARQUITETURA E DESIGN

MADALENA FOLGADO


HABITAR: UM MANIFESTO SECRETO
Eis o manifesto secreto. Em quem mais se manifesta? E, o que pode ser percebido como manifestação exterior? Recordo um aforismo que me tem vindo a guiar já há alguns anos: Quanto mais formos, mais se É . Maria Filomena Molder, por sua vez, escolheu este outro aforismo para epígrafe do seu texto: Não há nada de essencial no interior que não seja apercebido ao mesmo tempo no exterior — Entretanto, apercebo-me da chegada do Rafael, autor do vídeo Not my kind of paradise, ao meu (com)texto. Mas já lá vamos; de-more-mo-nos, de tal modo, que a velocidade da luz que nos atravessa, aparente a nossa total imobilidade. Talvez assim, possamos vencer a pressão do mercado imobiliário.
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ARTES PERFORMATIVAS

LIZ VAHIA E TEATROMOSCA


'CONTRA O MEDO' EM 2023 - ENTREVISTA COM TEATROMOSCA
“Contra o medo” é o mote que guiará o ciclo de programação para 2023 do teatromosca. Foi a esse propósito que a Artecapital falou com Pedro Alves e Maria Carneiro, directores artísticos do teatromosca, sobre o tema e o já longo percurso da companhia e suas diversas actividades. O que propõem como abordagem para este ano é mais que certeiro, tendo em conta a situação actual geopolítica, financeira e quotidiana de cada um de nós: “Num período histórico devoto à velocidade, queremos investir na suspensão do movimento vertiginoso como um ato de coragem para olhar o mundo, prestar atenção às pessoas, refletir.”
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PREVIEW

S/título #8, por auéééu e Fernando Roussado | 27-29 Jan, TBA - Teatro do Bairro Alto, Lisboa 


A companhia de teatro auéééu junta-se ao escultor Fernando Roussado para produzirem uma peça sobre a produção (ou não) de uma obra de arte.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

MANUELA MARQUES

ECHOES OF NATURE


MNAC - Museu do Chiado , Lisboa

Por certo a exposição mostra imagens de paisagens e de ambientes naturais em França, Portugal (Continente) e Açores; por certo podemos olhar para ela como uma reflexão sobre o conceito artístico de paisagem, sublime, romântico, natural. Mas parece que depois as imagens lhe escaparam e adquiriram a sua própria autonomia, o seu discurso independente, que se despojaram do seu argumento natural para se tornarem puros objectos culturais.
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COLECTIVA

EDIÇÃO LIMITADA. 66 FOTÓGRAFOS – 66 IMAGENS


Galeria de Santa Maria Maior, Lisboa
O princípio é nobre, mas o resultado uma incógnita. É como se a exposição Edição Limitada, que reúne 66 fotografias de 66 fotógrafos, fosse um laboratório experimental para gerar uma mudança que contribua para conquistar o estatuto de arte para a fotografia documental portuguesa, tornando-a, impreterivelmente, um objeto limitado e com aura, citando Walter Benjamim.
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JOÃO SALGUEIRO BAPTISTA

ABISMO


Celeiro da Patriarcal, Vila Franca de Xira
Não podemos esquecer esse mistério – que alimenta a vida e todas as suas deliciosas ilusões, que nos faz viver e reencontrar-nos com o mundo. Não podemos esquecer nem excluir de antemão toda a fulguração, todo o anacronismo e todas as constelações inéditas. Uma imagem que nasce flor, uma imagem que nasce espanto, que esconde o mistério das formas, traduzidas em linhas de vida, em traços que rasgam a escuridão, e que nos lembram que nem sempre a sombra é o contrário da luz.
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COLECTIVA

[TEMPO] DESTEMPO


Plataforma Revólver, Lisboa
[tempo] destempo estende-se em vários discursos estéticos que negam a linha temporal de ordem histórico-cronológica, para dar lugar a uma descontinuidade de um movimento onde tudo flui. Esta fluidez do tempo integra uma mudança, ou uma oscilação temporal sugerida pela fragmentação cinematográfica pós-moderna.
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LUÍSA FERREIRA

A CIÊNCIA CURA


Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira
“A Ciência Cura” revela fragmentos do pulsar da humanidade, nos primeiros meses em que a sociedade foi obrigada a aprender a lidar com uma pandemia inesperada e que, a cada instante, ameaçava arrastar o mundo, em especial os hospitais, para o colapso. Numa construção semântica oposta à ideia de colapso, esta série de imagens de Luísa Ferreira constrói um universo fotográfico, no qual campos de força contraditórios se encontram.
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COLECTIVA

NOVAS NOVAS CARTAS PORTUGUESAS


Galerias Municipais - Galeria Quadrum, Lisboa
Com os cinquenta anos que leva, e que esta exposição assinala, o “caso Novas Cartas Portuguesas” está dado a muitas flutuações. Sobretudo no que se refere ao modo como está recortado, dizendo de forma muito sumária, pelos feminismos e pelas problemáticas de género. Eis o que tornou a obra combustível para apropriações dissonantes e nem sempre alinhadas por igual sentido doutrinário.
LER MAIS JOÃO BORGES DA CUNHA

MIKHAIL KARIKIS

SOMOS O TEMPO


Sismógrafo, Porto
Mikhail Karikis pertence a uma linhagem de artistas que usam a ecologia do som e a sonoplastia – quer seja através da biofonia, antropofonia, geofonia e sons de instrumentos e outros objetos – para abordar desafios, questões e problemáticas da ecologia como o aquecimento global e o degelo, o ruído antropogénico e a poluição marítima, a extinção das espécies e as forças da natureza e as suas alterações.
LER MAIS SANDRA SILVA