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ASTRÓNOMOS PROPÕEM NOVA DATA PARA A 'NOITE ESTRELADA' DE VAN GOGH COM BASE NO CÉU NOTURNO REAL2026-10-28Um estudo realizado por investigadores sul-coreanos defende que Vincent van Gogh pode ter-se inspirado na observação do céu real ao pintar “A Noite Estrelada”, de 1889. O jornal The Guardian refere que os astrónomos restringiram a data do evento celeste para cerca de 22 de julho de 1889, o que significaria que Van Gogh compôs a obra um mês depois do que se acredita. O pintor holandês inspirou-se na vista da janela do seu quarto no asilo Saint-Paul-de-Mausole, em Saint-Rémy, no sul de França, onde permaneceu doze meses entre 1889 e 1890. A pintura, que faz parte do acervo do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, está datada de junho de 1889 e acredita-se que tenha sido feita em meados do mês. A 18 de junho, o pintor escreveu ao seu irmão Theo descrevendo “um novo estudo de um céu estrelado”, mas em julho, Van Gogh sofreu um esgotamento nervoso que o deixou incapaz de pintar durante semanas. No entanto, ao alterar a data para julho, segundo os investigadores, a Lua, Vénus e um enxame estelar chamado Híades, retratados na pintura, poderiam ter sido vistos por Van Gogh a partir da janela do asilo. A equipa sul-coreana comparou uma crista localizada a sudoeste do asilo com um esboço anterior de Van Gogh e utilizou software de astronomia para recriar o céu ao amanhecer de cada dia de junho e julho de 1889. Isto reduziu as datas possíveis a três, e o dia 22 de julho revelou-se a correspondência mais próxima, com o trio de corpos celestes dispostos como na pintura. “Para trazer a questão para o âmbito científico, que exige dados quantitativos, tivemos de medir o grau de semelhança entre os padrões estelares na pintura e o céu real, usando geometria e estatística”, disse Elijah Jeong-hyun Kim, astrónomo da Universidade Kyung Hee em Yongin, Coreia do Sul. O Museu Van Gogh, em Amesterdão, e os especialistas não estão convencidos. Estes últimos argumentam que, a 2 de julho, Van Gogh enviou a Theo um desenho baseado na pintura e que, devido ao seu colapso a 22 de julho, ficou impossibilitado de pintar. O jornal The Guardian cita ainda Donald Olson, professor emérito de física e astronomia na Universidade Estadual do Texas, que afirmou: “O campo de visão estreito assumido pelos autores, essencial para a sua teoria de que as estrelas das Híades preenchem a maior parte do ecrã, é inconsistente com o campo de visão muito mais amplo necessário para abranger as colinas e penhascos arredondados de “A Noite Estrelada””. Fonte: Artforum |















