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PINTURA “NÚMERO 7A” DE POLLOCK VENDIDA POR 181 MILHÕES

2026-05-20




A prestigiada leiloeira Christie's arrecadou 1,1 mil milhões de dólares em vendas consecutivas na noite de 18 de maio, graças aos preços recorde alcançados por várias obras oferecidas. Entre estas, destacou-se a pintura "Número 7A", de Jackson Pollock, de 1948, com 3,35 metros de largura, que entrou no leilão com uma garantia de 100 milhões de dólares e foi arrematada por 181,2 milhões de dólares, incluindo taxas, após uma emocionante ronda de licitações, na qual até seis compradores disputaram a obra, aumentando as suas ofertas em incrementos de um milhão de dólares.
O anterior recorde em leilão para o artista era de 61,2 milhões de dólares (ou, segundo o New York Times, 73 milhões de dólares, ajustados à inflação), estabelecido em 2021 por uma tela de aproximadamente 1,5 metros quadrados.

A obra de Pollock fez parte de um conjunto de trabalhos pertencentes ao conceituado colecionador S. I. Newhouse, falecido em 2017. O leilão da coleção de Newhouse foi o ponto alto da noite e alcançou preços recorde para vários artistas, incluindo Constantin Brancusi, cuja escultura “Danaïde”, de cerca de 1913, uma escultura em bronze e folha de ouro representando a cabeça de uma mulher, foi vendida por 107,6 milhões de dólares, incluindo taxas, superando o recorde anterior de 71,2 milhões (aproximadamente 94 milhões de dólares, considerando a inflação) estabelecidos para uma obra do escultor romeno em 2018.

“O leilão foi um sucesso absoluto, sem grandes destaques”, disse Stephanie Armstrong, managing partner da consultora de arte Beaumont Nathan, ao jornal The Times.

A segunda parte da noite, um leilão de obras do século XX, foi dominada por vendas recorde para Mark Rothko, cuja “obra nº 15 (Two Greens and Red Stripe)”, de 1964, atingiu 98,4 milhões de dólares com taxas, e para Alice Neel, cuja obra “Mãe e Filho (Nancy e Olivia)”, de 1967, foi arrematada por 5,7 milhões de dólares com taxas. Ambas as obras pertenciam à conceituada colecionadora e filantropa Agnes Gund, falecida no ano passado.

“Esta noite reforçou tudo aquilo em que acreditamos sobre o poder duradouro de obras icónicas, com qualidade de museu, no topo do mercado”, disse o consultor de arte Philip Hoffman, CEO do Fine Art Group, à Artnet News. “Quando a obra certa chega a leilão com as condições certas, a procura é extraordinária, e foi o caso!”


Fonte: Artforum