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UNIÃO EUROPEIA SUSPENDE OFICIALMENTE SUBSÍDIO DE 2 MILHÕES DE EUROS PARA A BIENAL DE VENEZA DEVIDO À INCLUSÃO DO PAVILHÃO RUSSO NO SEU PROGRAMA OFICIAL2026-07-22A União Europeia suspendeu oficialmente o subsídio de 2 milhões de euros destinado à Bienal de Veneza após uma revisão da inclusão do Pavilhão Russo no seu programa. A decisão foi anunciada pela Agência Executiva Europeia para a Educação e a Cultura (EACEA) após uma análise jurídica e por recomendação da Comissão Europeia, informou esta terça-feira a Monopol. Na semana passada, a Comissão anunciou a sua recomendação de suspensão do financiamento, que representa uma fracção do orçamento total do festival. “Os projetos culturais financiados com o dinheiro dos contribuintes europeus devem defender os valores democráticos e promover o diálogo aberto, a diversidade e a liberdade de expressão — valores que não são respeitados na Rússia de hoje”, disse um porta-voz da Comissão Europeia durante o anúncio da suspensão do subsídio em Bruxelas. A inclusão da Rússia tem sido um ponto de discórdia para a UE desde antes da abertura da Bienal, no início de maio. Em Abril, a Comissão Europeia deu à Bienal 30 dias para “limpar o seu nome” em relação à participação da Rússia. Uma carta enviada à Bienal na altura afirmava que a Comissão acreditava que “o pavilhão poderia servir de plataforma para mensagens patrocinadas” pela Rússia ou “de alguma forma contribuir para a burla das sanções da UE”. A Bienal tem afirmado repetidamente que não pode excluir a Rússia do seu programa oficial, pois qualquer país que possua uma estrutura permanente nos Giardini, como é o caso da Rússia, apenas necessita de informar a Bienal sobre a sua intenção de montar um pavilhão. Afirmou ainda que não violou as sanções da UE ao permitir que a Rússia organizasse a sua exposição. Num comunicado em italiano enviado à ARTnews, a Bienal declarou que “reconhece que esta decisão já tinha sido anunciada pelas autoridades políticas; consequentemente, somos obrigados a tomar as medidas subsequentes que tínhamos anunciado anteriormente: ou seja, reafirmar a nossa posição em todos os fóruns apropriados”. Acrescentou ainda que a revogação da verba não afeta o departamento de artes visuais da Bienal; a sua fundação organiza também festivais relacionados com arquitetura, dança, música e teatro. Em vez disso, estes 2 milhões de euros foram utilizados para as “atividades do Departamento de Cinema relacionadas com o Colégio da Bienal e a Ponte de Produção de Veneza — atividades e um departamento que não têm qualquer ligação com a participação da Rússia na Bienal de Arte”. Este pavilhão seria o primeiro desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022; a Rússia cancelou o seu pavilhão de 2022 e, em 2024, cedeu o seu pavilhão à Bolívia. O Pavilhão Russo foi inaugurado durante os dias de antestreia, mas fechou antes da abertura ao público e mantém-se encerrado. Durante os dias de antestreia da Bienal, foram realizados vários protestos contra a inclusão da Rússia e de Israel, tendo vários pavilhões entrado em greve antes da abertura ao público, embora a UE se tenha concentrado apenas na inclusão da Rússia. Fonte: ARTnews |















