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ARQUEÓLOGOS LOCALIZAM ALDEIA MEDIEVAL PERDIDA EM FLORESTA POLACA2026-03-20Investigadores da Fundação Relicta, na Polónia, têm finalmente a certeza de que localizaram Stolzenberg, uma aldeia medieval perdida, envolta na densa floresta nos arredores de Sławoborze, na região noroeste da Pomerânia. Até à data, o sítio arqueológico de 6 hectares revelou 1.500 anomalias à superfície, desde moedas antigas a vestígios de construções, muitas das quais confirmam a sua suposta origem. Mas, algumas questões permanecem. Quem fundou Stolzenberg? E para onde foi? A aventura começou em 2019, quando os membros da Fundação Relicta — dedicada à descoberta de cidades medievais perdidas — se depararam com um volume de 1909 que documentava cidades e aldeias do condado de Kolberg-Körlin, na Pomerânia, entre 1872 e 1945, durante o reinado do Reino da Prússia. O livro mencionava uma cidade "morta" cujos vestígios podiam ser encontrados perto de Sławoborze. Infelizmente, uma investigação preliminar em Sławoborze não apresentou resultados. Assim, os membros da Fundação Relicta tentaram explorar a floresta a cerca de um quilómetro e meio a sul. Aí, um fosso em forma de ferradura, com cerca de 5,5 metros de profundidade e rodeado por muralhas, chamou-lhes a atenção. Uma equipa de detetores de metais regressou ao local em 2020 para vasculhar a área e encontrou 400 relíquias arqueológicas que datam da Idade do Bronze até à Segunda Guerra Mundial. “Os artefactos mais valiosos para nós eram medievais, confirmando que o local estava em uso na época”, disse o arqueólogo da Fundação Relicta, Marcin Krzepkowski, à Fox News. Entre eles, fivelas de cinto, ferramentas, pregadeiras, moedas e um denário que pertenceu ao duque pomerano Barnim II, do século XIII, segundo a TVP World. Os artefactos mais antigos superavam em muito os modernos, sugerindo que Stolzenberg provavelmente já tinha entrado em decadência no século XVI. Explorações não invasivas adicionais, realizadas ao longo de 2025 com o apoio do Ministério da Cultura e do Património Nacional da Polónia, praticamente confirmaram a hipótese de Stolzenberg ter albergado o local. Levantamentos geofísicos, LiDAR com drones e perfurações profundas, conduzidas em conjunto com várias outras organizações polacas, revelaram os vestígios enterrados de edifícios e lotes burgueses inacabados — todos organizados num plano urbano preciso, ao estilo alemão, protegido da interferência dos promotores imobiliários contemporâneos pelo mesmo ambiente selvagem que tornou estas últimas explorações bastante desafiantes. A datação por radiocarbono, por sua vez, situou o auge da atividade do sítio por volta do século XIV, confirmando ainda mais as suas origens medievais. No entanto, a investigação está longe de terminar. Os especialistas ainda não descobriram quem, exatamente, fundou Stolzenberg. Estão também ansiosos por determinar a população exata da aldeia e por que razão caiu no esquecimento antes mesmo de tantas das suas construções poderem ser concluídas. As possibilidades são muitas. Talvez Stolzenberg tenha sofrido inundações. Talvez as rotas comerciais locais tenham caído em desuso, isolando-a da sociedade em geral. Uma batalha ou invasão também pode ter ocorrido. Krzepkowski tem a intuição de que uma combinação destes factores, e não um único factor isolado, tenha instigado o declínio de Stolzenberg. Por enquanto, ele e a sua equipa esperam principalmente mapear Stolzenberg de forma mais completa. Fonte: Artnet News |













