|
|
JENNY HOLZER VENCE O PRÉMIO PRAEMIUM IMPERIALE2026-09-09Os artistas Jenny Holzer e Andy Goldsworthy estão entre os cinco laureados com a 37ª edição do Prémio Praemium Imperiale do Japão — um dos maiores prémios de arte do mundo, considerado por alguns o “Prémio Nobel das Artes”. Cada um receberá 15 milhões de ienes (cerca de 95.000 dólares). O prémio celebra a contribuição de uma vida inteira para a pintura, escultura, arquitetura, música e teatro/cinema à escala global. Entre os outros laureados deste ano estão a atriz Cate Blanchett, vencedora de um Óscar pelas suas interpretações em “Blue Jasmine” (2013) e “Elizabeth” (1998); o arquiteto polaco-americano Daniel Libeskind, conhecido pelo seu projeto para o Museu Judaico de Berlim; e o maestro sueco-americano Herbert Blomstedt, de 99 anos, frequentemente considerado um dos maiores maestros do mundo. Holzer, escolhida na categoria de pintura do prémio, utiliza a linguagem e o texto como meio para transformar a forma como abordamos as questões do poder, da memória e da justiça. Frequentemente com uma perspicácia lúcida, a artista radicada em Nova Iorque domina as palavras, que podem surgir em cartazes, letreiros eletrónicos, esculturas em pedra, projeções de luz, grandes instalações e — sim! — nas pinturas, como sugere a categoria do prémio. “A sua prática explora as implicações políticas e sociais do discurso público e a relação entre língua e espaço”, refere um comunicado de imprensa. Os trabalhos textuais de Holzer já foram expostos na Bienal de Veneza, onde ganhou o Leão de Ouro em 1990; nos Museus Guggenheim; no Louvre Abu Dhabi; e no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, entre outros. Terá ainda uma grande exposição individual no Musée d’Orsay, em Paris, este outono, e uma exposição patente na Fundação de Serralves, no Porto, até 1 de novembro. Goldsworthy, selecionado na categoria de escultura, é mundialmente reconhecido pelas suas instalações e esculturas de grande escala, feitas com materiais naturais não manipulados encontrados no meio ambiente. Frequentemente efémeras, as suas obras são compostas por elementos como neve, ramos e folhas, dispostos em composições poéticas que evocam a passagem do tempo. Os trabalhos do artista britânico podem ser encontrados na National Gallery of Art, em Washington, D.C.; no Storm King Art Center, em Nova Iorque; no Yorkshire Sculpture Park, em West Bretton, Reino Unido; e teve recentemente uma grande retrospetiva na Royal Scottish Academy. Uma exposição individual no Museu de Arte Parrish, em Water Mill, Nova Iorque, está patente até 8 de novembro. Além disso, a Associação de Arte do Japão atribuiu uma bolsa de 5 milhões de ienes (cerca de 32.000 dólares) à associação francesa La Source Garouste pelo seu trabalho de apoio a jovens artistas. Entre os vencedores anteriores estão Anish Kapoor, William Kentridge, James Turrell, a falecida Yayoi Kusama, Sophie Calle, Peter Doig, Olafur Eliasson, Doris Salcedo e Marina Abramović. Fonte: ARTnews |















