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LEILÃO PRIVADO JACKSON POLLOCK DESMORONA NA SOTHEBY'S

2026-06-10




A 2 de junho, a Sotheby's de Nova Iorque tentou realizar um leilão privado para "Número 19, 1951", uma obra-prima em óleo e esmalte do expressionista abstrato Jackson Pollock, mas a venda não se concretizou porque a leiloeira não conseguiu atrair licitantes suficientes, segundo um relatório da Artnews.

O preço pedido pela pintura — que pertence a Arne Glimcher, fundador da Pace Gallery — era de 50 milhões de dólares, de acordo com a publicação. Fontes disseram à Artnews que Oliver Barker, presidente da Sotheby's Europa e principal leiloeiro da casa, enviou uma gravação vídeo aos potenciais compradores na qual mencionava a relutância de Glimcher em se desfazer da obra. O destino de "Número 19, 1951" permanece incerto, mas o leilão em si foi cancelado.

Uma antiga fonte da leiloeira disse também à Artnews que a venda abortada é notável porque se acredita que tenha sido a primeira tentativa significativa da Sotheby’s de realizar um leilão privado. Porque é que Glimcher terá recusado desfazer-se do seu valioso Pollock é um mistério, mas, na semana passada, a Pace Gallery despediu cinquenta pessoas da sua equipa de 250 funcionários e retirou cinquenta artistas do seu catálogo total de 135. Nas palavras de Marc Glimcher, director executivo da Pace e filho de Arne, o actual modelo de galeria é “irrecuperável”.

“Todo o sistema de galerias de arte se tornou demasiado grande, demasiado comercial, demasiado impessoal e demasiado corporativo”, disse Glimcher ao New York Times. “Todos sabemos que é verdade. Mas é preciso fazer algo para se adaptar. É preciso fazer mudanças substanciais.”

Existe, sem dúvida, um interesse atual em Pollock no mercado da arte em geral: em maio, a Christie's vendeu o “Number 7A, 1948”, a maior das pinturas de Pollock com a técnica de "gotejamento" que permaneceu em mãos privadas, por 181 milhões de dólares, quebrando o recorde anterior do artista em leilão, de 61,2 milhões de dólares, e tornando-se a quarta obra de arte mais cara alguma vez vendida em leilão. A pintura pertencia à coleção do magnata da imprensa S.I. Newhouse, que faleceu em 2017.


Fonte: Artforum