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VATICANO LEVA CARMINHO E ILDA DAVID À BIENAL DE VENEZA2026-04-16A representação do Vaticano na Bienal de Arte de Veneza, comissariada pelo cardeal José Tolentino de Mendonça, vai incluir nos seus participantes a fadista Carminho e a pintora Ilda David, anunciou a Santa Sé. De acordo com comunicado do Dicastério para a Cultura e Educação, divulgado na terça-feira, vão ser apresentados trabalhos encomendados a 24 artistas inspirados "pela vida e pelo legado" de Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179). Com curadoria de Hans Ulrich Obrist e Ben Vickers, em colaboração com o Soundwalk Collective, a representação do Vaticano na bienal deste ano vai estar subordinada ao título "O Ouvido é o Olho da Alma" e distribuir-se por dois espaços da cidade italiana. No primeiro destes estarão presentes trabalhos de artistas como o compositor e produtor britânico Brian Eno, da fadista portuguesa Carminho, da compositora italiana (atualmente diretora do festival de música de Veneza) Caterina Barbieri, da cantora britânica FKA Twigs, dos norte-americanos Jim Jarmusch, Laraaji, Meredith Monk e Moor Mother, entre outros. No segundo espaço da representação do Vaticano vão estar as últimas obras de Alexander Kluge (que morreu em março e a quem se deve o título da representação da Santa Sé), trabalhos da portuguesa Ilda David, que mostrará livros de artista, e da mexicana Tatiana Bilbao. A 61.ª Bienal de Arte de Veneza - que vai decorrer sob o tema "In Minor Keys" ("Em Tons Menores", em tradução livre), desenhada pela curadora Koyo Kouoh, que morreu em maio do ano passado - apresentará uma visão transformadora da arte num "sussurro poético" de resistência, introspeção e alegria perante tempos de exaustão global, segundo a organização do evento em Itália. A mostra decorre de 09 de maio a 22 de novembro, com pré-inauguração nos dias 07 e 08 de maio, nos Jardins, no Arsenal e noutros locais do centro de Veneza. Portugal vai estar representado com o projeto "RedSkyFalls", de Alexandre Estrela, que se traduz num ecossistema com seres artificiais sensíveis a sismos, que serão sentidos ao mesmo tempo que acontecem num qualquer ponto do mundo. Do universo lusófono também participam o Brasil e Timor-Leste. |













