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ALEXANDER KLUGE, 1932-20262026-03-27Alexander Kluge, cineasta, escritor e filósofo alemão, faleceu aos 94 anos. Nascido em 1932 em Halberstadt, Kluge iniciou a sua carreira como advogado. Tornou-se consultor jurÃdico do Instituto de Investigação Social de Frankfurt, onde conheceu Theodor Adorno e se tornou um dos principais herdeiros intelectuais da Escola de Frankfurt. Mais tarde, o seu colaborador, o filósofo Oskar Negt, referia-se-lhe, aparentemente, como "o filho predileto de Adorno". Em 1958, Kluge começou a trabalhar no cinema como assistente de Fritz Lang. Foi um dos signatários do Manifesto de Oberhausen em 1962, que defendia a criação do Novo Cinema Alemão, do qual se tornou uma das figuras mais influentes ao longo das décadas de 1960 e 70. Fundou também a sua própria produtora de televisão em 1987, a Development Company for Television Program (DCTP), com o objetivo de levar a programação de qualidade aos canais de televisão alemães. Realizador amplamente premiado, alguns dos seus filmes incluem “A Rapariga de Ontem†(1966), que ganhou seis prémios no Festival de Veneza; “Artistas Sob a Tenda: Perplexos†(1968), que ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza; “Ferdinando, o Homem Forte†(1976), que recebeu o Prémio FIPRESCI no Festival de Cannes; “Alemanha no Outono†(1978), que recebeu um prémio de reconhecimento especial no Festival Internacional de Cinema de Berlim. O seu filme mais recente, “Diversidade Primitiva†(2025), explorou experiências com inteligência artificial generativa. Como escritor, Kluge é conhecido sobretudo pelos seus contos e obras de crÃtica social. Recebeu muitos dos principais prémios literários de lÃngua alemã em reconhecimento das suas contribuições para a literatura e história intelectual alemãs, incluindo o Prémio George Büchner (2003), o Prémio Heinrich Böll (1993) e o Prémio Heinrich von Kleist (1985). Fonte: Artreview |













