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PALÁCIO GOLESTAN EM TEERÃO FOI DANIFICADO EM ATAQUES AÉREOS EUA-ISRAEL

2026-03-05




Os ataques aéreos EUA-Israel contra o Irão danificaram gravemente o Palácio Golestan, com quatrocentos anos, em Teerão, segundo informações inicialmente divulgadas pelas agências de notícias iranianas ISNA e Mehr. Fotos do palácio da era safávida, o único sítio da capital iraniana classificado pela UNESCO, mostram vidros e destroços espalhados pelos pisos após um ataque com mísseis a 2 de março na Praça Arag, uma zona de segurança próxima. Os Patrimónios Mundiais da UNESCO estão protegidos pela Convenção de Haia de 1954 para a Proteção dos Bens Culturais em Caso de Conflito Armado e pela Convenção de 1972 sobre a Proteção do Património Mundial Cultural e Natural.

Acredita-se que o palácio tenha sido construído no século XVI, durante o reinado de Shahmasp I, como parte de uma cidadela amuralhada. Posteriormente, foi modificado e, no século XVIII, tornou-se a sede do governo da dinastia Qajar. Reconstruído em meados do século XIX, o edifício exemplifica a fusão das tradições europeias e persas que definiram o período Qajar, que se estendeu até ao início do século XX. Local das coroações de Reza Shah (1926) e Mohammad Reza Shah (1967), o palácio é conhecido pelos seus intrincados trabalhos em espelho e decoração elaborada, e, no início da década de 1970, a sua imagem figurou na moeda iraniana.

A UNESCO, em comunicado, manifestou preocupação com os danos e afirmou ter comunicado as coordenadas geográficas dos 29 Patrimónios Mundiais do Irão, bem como de outros locais de importância internacional, a “todas as partes envolvidas”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar os locais culturais do Irão em janeiro de 2020, após um ataque com um drone norte-americano a um aeroporto de Bagdad que matou um importante comandante iraniano. Após protestos públicos, o então Secretário da Defesa, Mark T. Esper, reconheceu que qualquer ação levada a cabo contra sítios históricos constituiria um crime de guerra segundo o direito internacional.


Fonte: Artforum