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2006-07-14
A MOLDURA DO CINEASTA

AIDA CASTRO

2006-06-30
BIO-MUSEU: UMA CONDIÇÃO, NO MÍNIMO, TRIPLOMÓRFICA

COLECTIVO*

2006-06-14
NEM TUDO SÃO ROSEIRAS

LÍGIA AFONSO

2006-05-17
VICTOR PALLA (1922 - 2006)

JOÃO SILVÉRIO

2006-04-12
VIENA, 22 a 26 de Março de 2006


TRINTA NOTAS PARA UMA APROXIMAÇÃO A JACQUES RANCIÈRE



FILIPE PINTO

2010-11-25




Nota Prévia

1.
Ao convite para escrever um texto sobre o trabalho de Jacques Rancière, preferi propor um conjunto de citações do filósofo francês, que servirão, presume-se, como movimento de aproximação ou de acesso a algumas das suas ideias (sobre política, emancipação, partilha do sensível ou arte política). Ao contrário de um texto fechado, digerido e dirigido, estas notas pressupõem um leitor emancipado, tentando assim obviar estratégias mais paternalistas tão criticadas por Rancière. Na verdade, seria até paradoxal tentar construir um texto esclarecedor sobre o seu pensamento, que iluminasse e orientasse o caminho da interpretação das suas ideias.

Emancipação

2.
“Os progressistas que proclamavam a igualdade como sendo resultado de um processo de redução de desigualdades, de educação das massas, etc., reproduziram a lógica do professor que assegura o seu poder ao mostrar-se dono da discrepância entre ignorância e conhecimento que pretende fazer desaparecer. A igualdade tem que ser vista como ponto de partida, e não como destino.”
(Literatura, Política, Estética – entrevista in Substance)

3.
“É o explicador que precisa do incapaz e não o contrário, é ele que constitui o incapaz como tal. Explicar qualquer coisa a alguém é, sobretudo, demonstrar-lhe que não a consegue compreender por si próprio. Antes de ser o acto do pedagogo, a explicação é o mito da pedagogia, a parábola de um mundo dividido entre espíritos sabedores e espíritos ignorantes, espíritos maduros e imaturos, capazes e incapazes, inteligentes e estúpidos. O papel próprio do explicador consiste neste duplo gesto inaugural. Por um lado, ele decreta o começo absoluto: é apenas agora que irá começar o acto de aprender, este véu de ignorância que ele próprio se encarrega de levar. Até ele, o pequeno homem andou a tactear às cegas, em tentativas de adivinhar. Agora, irá aprender.”
(O Mestre Ignorante)

4.
“(...) é possível ensinar o que se ignora desde que se emancipe o aluno, o que quer dizer que o aluno é obrigado a usar a sua própria inteligência. O mestre é aquele que encerra uma inteligência no círculo arbitrário de onde ela não sairá se não se tornar útil a si mesma. Para emancipar um ignorante, é preciso e basta que se esteja já emancipado, quer dizer, consciente do verdadeiro poder do espírito humano.”
(O Mestre Ignorante)

5.
“O mito pedagógico (...) divide o mundo em dois. É preciso dizer concretamente que divide a inteligência em duas. Existe, diz o mito, uma inteligência inferior e uma inteligência superior. A primeira, regista, ao acaso, as percepções, retém, interpreta e repete empiricamente, no círculo estreito dos hábitos e das necessidades. É a inteligência da criança pequena e do homem do povo. A segunda conhece as coisas pelas razões, age por método, do simples ao complexo, da parte ao todo.”
(O Mestre Ignorante)

6.
“(...) os processos de emancipação que funcionam são aqueles que tornam as pessoas capazes de inventar práticas que não existiam ainda.”
(Partilha do Sensível- entrevista in Cult)

7.
“O que é comum a Emma Bovary e aos operários emancipados que são seus contemporâneos é romper a separação que deixa aos filhos do povo as sólidas realidades, e reserva aos que fizeram estudos e aos que não têm necessidade de ganhar a vida as delicadezas da sensação e da linguagem ou o cuidado de se ocupar dos negócios da comunidade.”
(A Democracia Literária - entrevista in Trópico)

8.
“Se há um movimento de emancipação, há uma transformação do universo dos possíveis.”
(Partilha do Sensível - entrevista in Cult)


Democracia Literária

9.
“A literatura é (...) um regime da escrita que rompe com o universo hierarquizado das Belas Letras: nesse universo, os géneros eram hierarquizados segundo a dignidade dos seus temas, isto é, dos personagens que representavam; a poesia era definida antes de tudo como uma acção. A acção, como encadeamento de efeitos a partir de fins perseguidos, definia o universo dos indivíduos nobres, capazes de perseguir tais fins, por oposição à vida repetitiva das pessoas comuns. Enfim, a escrita era subordinada a um modelo de excelência que era o da palavra viva, isto é, da palavra daqueles que são capazes de fazer acontecer algo apenas pela palavra.”
(A Democracia Literária - entrevista in Trópico)

10.
“A política da literatura diferencia-se do engajamento dos escritores ao serviço de uma causa e da interpretação que as suas ficções podem dar das estruturas sociais e dos conflitos políticos. A política da literatura supõe que a literatura aja, não propagando ideias ou representações, mas criando um novo tipo de “senso comum”, reconfigurando as formas do visível comum e as relações entre visibilidade e significações. Esta política é, pois, consubstancial a um estatuto da escrita, ao seu modo de se posicionar, à forma de experiência sensível que ela relata, ao tipo de mundo comum que ela constrói com os que a lêem.”
(A Democracia Literária - entrevista in Trópico)

11.
“Num certo sentido, a literatura é cúmplice dessa apropriação de novas formas de vida por homens e mulheres antes voltados para a vida repetitiva.”
(A Democracia Literária - entrevista in Trópico)

12.
“Uma ficção não consiste em contar histórias imaginárias. É a construção de uma nova relação entre a aparência e a realidade, o visível e o seu significado, o singular e o comum.”
(Política da Arte)

13.
“(...) arte e política têm em comum o facto de produzirem ficções. Uma ficção não consiste em contar histórias imaginárias. É a construção de uma nova relação entre a aparência e a realidade, o visível e o seu significado, o singular e o comum.”
(Política da Arte)

14.
“A estética não designa a ciência ou a filosofia da arte em geral. Esta palavra designa antes de tudo um novo regime de identificação da arte que se construiu no virar do século XVIII e XIX: um determinado regime de liberdade e de igualdade das obras de arte, em que estas são qualificadas como tais não mais segundo as regras de sua produção ou a hierarquia de sua destinação, mas como habitantes iguais de um novo tipo de senso comum onde os mistérios da fé, os grandes feitos dos príncipes e heróis, um albergue de aldeia holandesa, um pequeno mendigo espanhol ou uma tenda francesa de frutas ou de peixes são propostas de maneira indiferente ao olhar do passante qualquer, o que não quer dizer à totalidade da população, todas as classes confundidas, mas a esse sujeito sem identidade particular chamado “qualquer um”.”
(Política da Arte)

15.
“A lógica da Polícia é a lógica da separação de competências; isto é, que existe uma competência específica para governar as pessoas. A lógica da Política é a lógica da igualdade de competências entre todas as pessoas.”
(A Arte está a ir por outro lado e a política terá de a apanhar – entrevista in Krisis)

Partilha do Sensível

16.
“O que quer dizer ‘Partilha do Sensível?’ Que tipo de mundo nos é dado, e como podemos nós fazer sentido a partir desse mundo sensível? O que tentei fazer foi, a partir do seu colectivo [dos trabalhadores] construir uma nova forma de subjectividade. Isto significa que os proletários teriam a possibilidade de se afastarem da identidade trabalhadora, da cultura trabalhadora, do corpo do trabalhador. Emancipação seria a criação para si próprios de um novo corpo, de um novo mundo vivível.
(A Arte está a ir por outro lado e a política terá de a apanhar – entrevista in Krisis)

17.
“A democracia literária faz qualquer pessoa sentir formas de sentimento e de expressão reservadas às pessoas escolhidas.”
(A Democracia Literária - entrevista in Trópico)

18.
“(...) não há mais princípio de correspondência entra a dignidade dos personagens e a qualidade de expressão. A palavra oral perde a sua função de norma em benefício do livro escrito, que se dirige a qualquer um ao acaso e não mais a um público escolhido.”
(A Democracia Literária - entrevista in Trópico)

19.
“E quanto ao operário da construção (...), a recomendação de leitura que faz aos seus camaradas, não é Os mistérios de Paris ou algum outro livro descrevendo a condição e o sofrimento do povo. São os grandes livros dos heróis românticos, Werther, René ou Obermann. Pois o que falta aos proletários, não é a consciência da sua condição, mas a possibilidade de mudar o ser sensível que está ligado a essa condição. E eles podem fazê-lo somente roubando desses heróis de romance o modo de ser que lhes é, por princípio, recusado, o modo de ser passivo, próprio àqueles que não fazem nada, que não têm ocupação nem lugar na sociedade.”
(Política da Arte)

Arte Política

20.
“Na sua fórmula mais comum, a arte crítica pretende despertar consciência acerca dos mecanismos de dominação a fim de tornar o espectador num agente consciente da transformação do mundo.”
(Problemas e Transformações na Arte Crítica)

21.
“Se há uma circulação que deverá ser parada é a circulação de estereótipos que criticam estereótipos, animais gigantes de peluche que denunciam a nossa infantilização, imagens dos media que denunciam os media, instalações espectaculares que denunciam o espectáculo, etc.”
(A Arte do Possível - entrevista in Artforum)

22.
“Raramente os explorados necessitaram que lhes fosse explicadas as leis de exploração. Porque não é a falta de entendimento do estado das coisas que alimenta a submissão dos oprimidos, mas antes a falta de confiança na sua própria capacidade de a transformar.”
(Problemas e Transformações na Arte Crítica)

23.
“(...) eis a realidade escondida que não sabeis ver; deveis tomar consciência dela e agir de acordo com esse conhecimento. Mas não é evidente que o conhecimento duma situação transporte consigo o desejo de a transformar.”
(As Desventuras do Pensamento Crítico)

24.
“Todas as obras que se propõem como interactivas, de certa maneira, definem as regras do jogo. Então, esse tipo de obra pode acabar sendo mais impositivo do que uma arte que está diante do espectador e com a qual ele pode fazer o que bem entender.”
(Partilha do Sensível - entrevista in Cult)

25.
“Não se pode esperar a emancipação de formas de arte que pressupõem a imbecilidade do espectador, enquanto antecipam o seu preciso efeito nesse mesmo espectador: por exemplo, exposições que denunciam a ‘Sociedade do Espectáculo’ ou a ‘Sociedade Consumista’ – sendo que já foram denunciadas centenas de vezes – ou aquelas que querem tornar o espectador activo a todo o custo, com a ajuda de expedientes e truques copiados dos meios da publicidade, um desejo fundamentado na pressuposição de que o espectador será necessariamente passivo por apenas olhar. Uma arte pode ser emancipada e emancipadora quando renuncia à imposição de uma mensagem, a um público-alvo, a um modo unívoco de explicar o mundo, quando, por outras palavras, deixa de querer emancipar-nos.”
(A Arte do Possível - entrevista in Artforum)

26.
“Há potencial político onde se der uma ruptura na organização da relação entre apresentação sensível e as formas de significação.”
(A Arte está a ir por outro lado e a política terá de a apanhar – entrevista in Krisis)

27.
“Uma intervenção artística pode ser política se modificar o visível, as formas de o perceber e expressar, experimentando-o como tolerável ou intolerável.”
(A Arte do Possível - entrevista in Artforum)

28.
“(…) a arte não é política antes de tudo pelas mensagens que ela transmite nem pela maneira como representa as estruturas sociais, os conflitos políticos ou as identidades sociais, étnicas ou sexuais. Ela é política antes de mais nada pela maneira como configura um senso comum espácio-temporal que determina maneiras do estar junto ou separado, fora ou dentro, face a ou no meio de… Ela é política enquanto recorta um determinado espaço ou um determinado tempo, enquanto os objectos com os quais ela povoa este espaço ou o ritmo que ela confere a esse tempo determinam uma forma de experiência específica, em conformidade ou em ruptura com outras: uma forma específica de visibilidade, uma modificação das relações entre formas sensíveis e regimes de significação, velocidades específicas, mas também e antes de mais nada, formas de reunião ou de solidão. Porque a política, bem antes de ser o exercício de um poder ou uma luta pelo poder, é o recorte de um espaço específico de “ocupações comuns”; é o conflito para determinar os objectos que fazem ou não parte dessas ocupações, os sujeitos que participam ou não delas, etc. Se a arte é política, ela o é enquanto os espaços e os tempos que ela recorta, e as formas de ocupação desses tempos e espaços que ela determina interferem com o recorte dos espaços e dos tempos, dos sujeitos e dos objectos, do privado e do público, das competências e das incompetências, que define uma comunidade política.”
(Política da Arte)

29.
“O que a política da arte produz não é a passagem de uma ignorância a um saber e de uma passividade a uma actividade. O operário da construção tem tanta necessidade de “ignorar” a sua condição quanto de conhecê-la. Pois conhecer também quer dizer reconhecer e consentir, enquanto ignorar também quer dizer não mais reconhecer a regra do jogo, não mais aderir à configuração de um mundo. E ele também precisa de adquirir uma certa “passividade”. Pois, a quem é activo com suas mãos pede-se, em geral, que seja passivo quanto ao resto, tanto que ele precisa cessar a actividade dos seus braços para adquirir a atitude “passiva” daquele que contempla o mundo. Uma arte crítica deve portanto ser, à sua maneira, uma arte da indiferença, uma arte que construa o ponto de equivalência de um saber e de uma ignorância, de uma actividade e de uma passividade.”
(Política da Arte)

30.
“O consenso é bem mais do que aquilo a que o assimilamos habitualmente, a saber, um acordo global dos partidos de governo e de oposição sobre os grandes interesses comuns ou um estilo de governo que privilegia a discussão e a negociação. É um modo de simbolização da comunidade que visa excluir aquilo que é o próprio cerne da política: o dissenso, o qual não é simplesmente o conflito de interesses ou de valores entre grupos, mas, mais profundamente, a possibilidade de opor um mundo comum a um outro.\"
(Política da Arte)


(os recursos sobre Rancière na internet são inúmeros, entre artigos, ensaios ou entrevistas; proponho apenas um – uma biblioteca online cada dia mais completa e essencial, em www.aaaaarg.org)



Filipe Pinto
Artista, vive e trabalha em Lisboa.