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ENTREVISTA



JOANA RIBEIRO


Joana Ribeiro é jovem e está desiludida. O sistema que nos impele a continuamente consumir, que usurpa todos os discursos, e que se torna risível quando conseguimos criar dele algum afastamento são a sua matéria de trabalho. Simultaneamente reflexão e acção. O que é que nos querem vender agora? A Joana mostra-nos as dinâmicas do consumo, do controlo das mentes, das mensagens subliminares. Tudo envolvido numa ironia sem malícia. Está desiludida, mas não é cínica: resta-nos a comunidade, resta-nos ser válidos.
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O ESTADO DA ARTE



MARC LENOT


MULHERES ARTISTAS: O PARADOXO PORTUGUÊS
Se lhe pedirem para nomear artistas portugueses, há fortes chances de que a grande maioria dos nomes de que se lembrará sejam nomes de mulheres: Maria Helena Vieira da Silva, Helena Almeida, Paula Rego, Joana Vasconcelos, talvez também Lourdes Castro ou Ana Vieira. E é, creio eu, o único país onde esse é o caso, o único país onde a maioria das pessoas não menciona espontaneamente o nome de um homem. Mas como é que essa predominância feminina é compatível com a cultura de um país latino, católico, conservador, e que, para mais, conheceu a mais longa ditadura da Europa Ocidental no século XX, quase 50 anos (1926-1974)? Será que a arte foi uma "bolha" igualitária num mundo machista, um espaço preservado?
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PERSPETIVA ATUAL

RITA ANUAR


ESTAMOS AQUI PORQUE VOÁMOS - OU O GESTO CONTÍNUO DE MARIA JOSÉ OLIVEIRA
Qualquer coisa está perto de nós e se principia. Ainda não sabemos, mas esperamos. Olhamos e medimos, com a intuição, a distância que nos separa dos corpos silenciosos que lentamente vão sendo acordados pelos ecos (das vozes, dos pássaros e dos sinos), que ressoam numa antiga capela preservada no actual Museu Municipal de Faro. Sentimos, ao estar na presença das obras de Maria José Oliveira, um aproximar que simultaneamente se evade, escapando-nos, como uma «corrente de ar» que vai, mas que regressa. Ou um pássaro que nos oferece um voo rápido e furtivo.
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OPINIÃO

PEDRO PORTUGAL


PORQUE É QUE A ARTE PORTUGUESA FICOU TÃO PEQUENINA?
Entre os anos 60 e 90 do séc. XX houve um simulacro de mercado de arte em Portugal. Pelas fotografias, vemos que as inaugurações nas galerias e museus estão cheias de gente e qualquer pintura que um artista fizesse era notícia num jornal nacional. As galerias vendiam, os artistas ficavam contentes, os colecionadores entusiasmados e os museus felizes. O que aconteceu? Porque é que o mercado de arte em Portugal diminuiu como os crânios encolhidos tsantsia dos índios Jivaro na Amazónia?
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ARQUITETURA E DESIGN

CARLA CARBONE


CERAMISTAS E ILUSTRADORES: UMA RESIDÊNCIA EM VIANA DO ALENTEJO
Quatro ilustradores e uma família de ceramistas reuniram-se, entre 4 e 9 de julho, em Viana do Alentejo, numa Residência de Artistas, com o objetivo de criar peças inovadoras de olaria. A Residência em Viana do Alentejo foi organizada pela “Vicara”, marca de Design portuguesa, e pela “Passa Ao Futuro”, associação sem fins lucrativos, que tem desenvolvido um trabalho intensivo em torno da valorização e preservação do património cultural material e imaterial do artesanato português.
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ARTES PERFORMATIVAS

RODRIGO FONSECA


ONLINE DISTORTION / BORDER LINE(S)
Online Distortion / Border Line(S) surge de um a residência artística do criador na Arménia e do contexto pandémico vivido em Portugal. A convivência com artistas feministas arménias e os estados de espíritos vividos durante a pandemia levaram esta peça a explorar temas como as relações hierárquicas de poder, a luta de egos e os limites físicos e psicológicos da nossa vulnerabilidade. Os estereótipos representados em Online Distortion / Border Line(S) somos nós, e não algum outro longínquo do qual somos alheios.
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:: Festival Sintra con-cê regressa a 25 de Setembro de 2021

:: A CASA DA DANÇA em Almada oferece Oficinas e Performances com coreógrafos a partir de Setembro



PREVIEW

17ª edição do Circular Festival de Artes Performativas | 18 - 25 Set 2021, Vila do Conde


Um programa pluridisciplinar e experimental que cruza a dança, a música, o teatro, a performance e o pensamento.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

COLECTIVA

X NÃO É UM PAÍS PEQUENO - DESVENDAR A ERA PÓS-GLOBAL


MAAT, Lisboa

A exposição sugere o debate, e compreende projetos inspirados em questões sociais, problemáticas geopolíticas e geoestratégicas, desenvolvidas por designers, arquitetos, artistas, todos eles com uma preocupação de base humanista na sua investigação, assente em diferentes registos possíveis, nomeadamente "objetos, corpos, infraestruturas, cidades, territórios e o próprio planeta".
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RITA GASPAR VIEIRA

DESARRUMADA


Galeria Belo-Galsterer, Lisboa
Evidencia-se a materialidade da obra de arte. A grandeza dos acabamentos é despojada para se manifestarem na organicidade das matérias do papel e do desenho. O lugar e a criação da artista expressam-se no encontro deste gesto, cuja valorização é exaltada pela ação e processo.
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LAS PALMAS

APOFENIA


Culturgest (Porto), Porto
Fazendo jus ao conceito de apofenia que serve de título à exposição, a mostra assume-se enquanto território de reunião de sintonias e de encontros circunstanciais entre singularidades, por vezes distantes, mas que comungam de uma mesma energia.
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PEDRO CALAPEZ

DEBAIXO DE CADA COR


Galeria Belo-Galsterer, Lisboa
Percecionamos a pintura através de uma intensa vibração. Numa forte expressão de largas pinceladas e manchas, o gesto dá ao visitante a dimensão da cor pura. Com Pedro Calapez, retomamos o prazer da contemplação da cor.
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DIOGO COSTA AMARANTE

BE YOUR SELFIE


Solar - Galeria de Arte Cinemática, Vila do Conde
Do mundo como palco ao mundo como pano de fundo onde nos podemos visualmente insertar, vai um smartphone de distância. “Encontrar alguém a fotografar ou a fotografar-se tornou-se um elemento constitutivo de toda a paisagem”, diz Diogo Costa Amarante.
LER MAIS LIZ VAHIA

COLECTIVA

THE POWER OF MY HANDS. AFRIQUE(S) : ARTISTES FEMMES


Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, Paris
A maioria das peças são intrigantes e fascinantes. Tudo gira em torno do corpo da mulher, da sua afirmação, da sua emancipação; todas, ou quase todas, são subtis e jogam mais com metáforas que com uma afirmação militante básica.
LER MAIS MARC LENOT

COLECTIVA

A LINHA ESTÁ OCUPADA


CITA - Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos, Arraiolos
Nas recentes celebrações de “O tapete está na rua!”, evento anual sobre a temática do Tapete de Arraiolos, a geometria relaxou. Assim, anunciou Pedro Barateiro com a sua obra “Relaxed Geometry”, presente no CITA - Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos - remetendo para a (necessária) queda da tradição e das normas instituídas.
LER MAIS NUNO LOURENÇO