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ENTREVISTA



ASCÂNIO MMM


O artista que figura na História como um dos principais nomes do Construtivismo brasileiro, principalmente na geração MAM, ligada ao Museu de Arte Moderna, nasceu em Portugal. Quando tinha 17 anos, os pais deram um pontapé no Portugal salazarento e pobre. Como tantos outros emigrantes, abriram os braços ao mundo e arriscaram. Chegaram ao Brasil. Ascânio MMM tem hoje 83 anos e continua a trabalhar diariamente no seu atelier. Faz sempre questão de visitar a vila onde, em pequeno, encontrou a casa luminosa que o levou a desejar estudar Arquitetura. A sua obra é, precisamente, essa fusão: escultura que tem arquitetura.
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O ESTADO DA ARTE



FILIPA BOSSUET COM JOTA MOMBAÇA


PARTE 1: JOTA MOMBAÇA - “O MEU TRABALHO FOI VIRANDO PARA MIM ESSE LUGAR EM QUE EU CONSIGO EXPERIMENTAR OUTRAS FORMAS DE SENTIRâ€
Jota Mombaça é uma artista interdisciplinar cujo trabalho se desenvolve numa variedade de meios. A matéria sonora e visual das palavras desempenha um papel importante na sua prática, que frequentemente se relaciona com a crítica anti-colonial e a desobediência de género. Atualmente, têm-se interessado em pesquisar formas elementares de sensorialidade, imaginação anticolonial e a relação entre opacidade e autopreservação na experiência de artistas trans racializados no Mundo da Arte Global. Em conversa com Filipa Bossuet, Jota Mombaça fala da sua prática artística: "O pensamento dá a impressão de que se consegue ir muito mais longe do que o próprio corpo, de facto, consegue ir. Isso cria a impressão de que se tem muito mais controle das coisas do que, de facto, se tem. O material te devolve ao teu lugar, te ensina: “aqui você não controla, você não está sozinha nesse processo"."
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PERSPETIVA ATUAL

MAFALDA TEIXEIRA


RUN_IT_BACK.EXE?: AVERY SINGER NO MUSEU DE SERRALVES
Ao cruzarmos a porta de entrada do Museu de Serralves, deixamo-nos surpreender pelo aconchego quente da alcatifa, cuja presença - como um convite - nos conduz por um percurso e experiência imersiva oferecidas pela artista Avery Singer (1987) cujas diferentes camadas de significação procuramos desvendar. Ocupando o átrio e a sala central do Museu de Serralves, a mostra intitulada run_it_back.exe? revela-nos a preocupação e importância atribuídas pela artista nova-iorquina ao aspeto cenográfico: desde o momento em que entramos no espaço museológico apreciamos uma encenação mediante um desenho instalativo e a criação de um ambiente arquitetónico que envolvem o visitante.
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OPINIÃO

CLÃUDIA HANDEM


O ARQUIVO COMO ESTRATÉGIA. NOTAS SOBRE ‘HOW TO REVERSE A SPELL’, NA LEHMAN CONTEMPORARY GALLERY
A introdução à História e à sua estrutura canónica (ocidental) e linear, assim se faz numa mostra que pensa os efeitos do colonialismo e da diáspora a partir da ideia do arquivo. Com curadoria de Paula Nascimento, seis artistas africanos, oriundos de diferentes territórios, exploram “a objetividade e a subjectividade do arquivo e os legados que moldam as suas existênciasâ€, questionando o olhar imposto pela história e o seu lugar atuante.
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ARQUITETURA E DESIGN

FÃTIMA LOPES CARDOSO


LEONARDO FINOTTI: O FOTÓGRAFO QUE TRANSFORMA A ARQUITETURA NUM LABORATÓRIO VISUAL
Se apreciarmos o percurso de Leonardo Finotti, um dos mais prestigiados e produtivos fotógrafos de arquitetura brasileiros, percebemos que a vida pode ser uma combinação de circunstâncias com a dose certa de audácia, loucura e talento. Com apenas 48 anos, a amplitude geográfica da sua obra revela o pulsar do ritmo em que vive, sempre a viajar de lugar em lugar, da América Latina à Europa do Norte. Leonardo Finotti conversou com a ARTECAPITAL e revelou como a chegada acidental a Portugal, em 2002, e o encontro com a arquitetura contemporânea nacional lhe traçou o destino. Em 2027, comemora 30 anos de carreira, com novas exposições e publicações em vista.
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ARTES PERFORMATIVAS

FEDERICO BOSSONE


CONTRA O IDADISMO. UM MANIFESTO QUEER
A idade e o tempo são categorias de privilégio? Pode ficar surpreendido: Oh sim, são. Pessoalmente, nunca interroguei a idade e o tempo nesta perspetiva. E digo-lhe mais: ambas são categorias de normas sociais que reiteram padrões de opressão e exclusão. Alguns leitores poderão dizer que esta é uma afirmação bastante ousada. Como é que algo que parece tão natural, como a idade, e algo tão enraizado na existência humana, como o tempo, nos pode oprimir? O livro de Simon(e) van Saarloos Against Ageism. A Queer Manifesto não toma (felizmente!) nada como garantido. Este livro é uma viagem estimulante no sentido de compreender as normas sociais, a injustiça e a necessidade de transformar a sociedade e a conceção do tempo ao mesmo tempo.
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Candidaturas ao Programa Criatório já estão abertas



PREVIEW

8.ª edição Porto Femme | 7 a 13 Abril, Vários locais, Porto


O tema central da 8.ª edição são as “(In)Visibilidades†no cinema e nos movimentos feministas, com um foco especial no cinema lésbico, que contará com sessões dedicadas. Este ano, o Porto Femme homenageia a realizadora portuguesa Rita Azevedo Gomes.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

NADIR AFONSO

EUTOPIA


Ap'Arte Galeria Arte Contemporânea, Porto

Se de facto, Nadir Afonso escolhe o caminho utópico como a impassibilidade imutável das formas e posições estáveis da incidência sempiterna regedora do universo, as leis geométricas, existe uma constatação da contínua deviniência da estrutura não só puramente ontológica do homem enquanto condição essencial de ser, mas também enquanto ser percipiente e senciente que sente, intui, pressente, conhece e adequa o seu conhecimento numa instrumentalização racionalizante, mas afectada pela carga temporal da voragem transitiva da mudança.
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MANUEL SANTOS MAIA

NAMPULA MACUA SOCIALISMO


Galerias Municipais - Galeria Quadrum, Lisboa
Manuel Santos Maia encerra o projeto augurando ‘um grande futuro pela frente’. Deixou-nos e dançou-nos a sua estrada ampla, ao som da música "Nifungo" da banda Eyuphuro…E como dança bem! Mas não antes de dar voz à sua avó Celeste, a matriarca da família, que ao falecer, se fez perceber como nunca “A Chave da Casaâ€, título da performance do dia da inauguração.
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GIL DELINDRO

A AUDIÇÃO VIBRATÓRIA


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
A exposição versa sobre a corporificação poética do enlace entre a fisicalidade dos objetos com a (i)materialidade das ondas sonoras. Operando numa desconstrução da objetificação dos limites materiais que atingidos pelas diversas vibrações, compõem ‘paisagens’ visuais mutáveis e efémeras, que jogam na liminaridade da visualidade e invisibilidade. As sonoridades escolhidas, profundas e altissonantes do catálogo geofónico, chegam-nos num sublime sonoro entre a paixão, o terror e a tragédia que o mundo natural nos confere, e que hiperssensibiliza a multissensoralidade dos nossos corpos.
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COLECTIVA

THE POETICS OF DIMENSIONS


ICA - Institute of Contemporary Art San Francisco,
The Poetics of Dimensions é uma das exposições parte do trio de exposições que inauguraram o novo espaço do ICA San Francisco. Trata-se de uma exposição colectiva com curadoria de Larry Ossei-Mensah que, diz-se traduzindo livremente a sua breve biografia disponibilizada, tem vindo a usar a arte contemporânea e cultura num sentido lato como ferramenta poderosa no desafiar das normas instituídas, articulando as nossas percepções da arte e sociedade com inclusividade e inovação e fomentando uma maior compreensão de nós mesmos e do mundo que nos rodeia.
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COLECTIVA

LE JOUR IL FAIT NUIT


Kubikgallery, Porto
A Kubikgallery do Porto é o palco da mais recente exposição do projeto “Ciclo da Cobraâ€, de André Cepeda. Intitulada “Le Jour il fait Nuit†remete para o texto “Jean, o pescador do suquetâ€, homenagem ao escritor francês Jean Genet, pelo poeta e pintor português Al Berto.
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MICHELANGELO PISTOLETTO

TO STEP BEYOND


Lévy Gorvy Dayan, Nova Iorque
Michelangelo Pistoletto, mestre da reinvenção, continua a afirmar-se como uma das figuras mais intelectualmente vitais e artisticamente ousadas da arte contemporânea. A sua mais recente exposição oferece uma reflexão abrangente sobre a sua carreira, que se estende por mais de seis décadas, interligando a sua prática inovadora desde os anos 1960 a uma visão que antecipa e questiona o futuro.
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JORGE GALINDO

BLACK PAINTINGS


Galeria Duarte Sequeira, Braga
Um encontro com a audaciosa obra do enigmático artista espanhol Jorge Galindo exige uma reavaliação constante daquilo que entendemos por expressão artística e pela própria relação entre o gesto, a forma e o significado. A escala monumental das suas telas, que exploram a relação entre o gesto expressivo, a abstração e a figuração, através de um uso vibrante da cor e de gestos pictóricos irrestritos e dramáticos, traduz a busca incessante do artista por liberdade, renovação e transcendência.
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