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:: XXIV BIENAL INTERNACIONAL DE ARTE DE CERVEIRA ARRANCA A 18 DE JULHO

Artecapital

2026-07-16



 

 

Sob o mote “Territórios sem Fronteira”, edição reúne 140 participações, 185 obras e uma programação distribuída por quatro polos expositivos

 

A Bienal Internacional de Arte de Cerveira (BIAC), o mais antigo evento de arte contemporânea de Portugal, regressa a Vila Nova de Cerveira entre 18 de julho e 30 de dezembro de 2026 para a sua XXIV edição.

Sob o mote “Territórios sem Fronteira”, a edição deste ano propõe uma reflexão sobre as fronteiras enquanto espaços de relação, transformação e criação. Inspirada pela condição raiana de Vila Nova de Cerveira, a Bienal apresenta um programa que aproxima diferentes geografias, culturas e linguagens artísticas, promovendo o diálogo entre artistas, comunidades e públicos.

A inauguração tem lugar às 16h00, com a presença do Presidente da República, António José Seguro, que vai presidir a cerimónia no Palco das Artes. Durante a tarde de sábado serão também inauguradas as três exposições centrais da programação, que conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República. A partir de sábado fica patente a exposição que reúne as obras selecionadas do XXIV Concurso Internacional.

Ao longo de mais de cinco meses, a XXIV BIAC reúne 140 participações artísticas, apresenta 185 obras de 22 países e distribui a sua programação por quatro polos expositivos. Exposições, projetos curatoriais, residências artísticas, oficinas, conferências, atividades de mediação cultural e um festival de cinema compõem uma edição marcada pela diversidade de propostas e pela forte dimensão internacional.

Com direção artística de Mafalda Santos, a programação tem como um dos seus principais eixos o XXIV Concurso Internacional, que reúne 36 artistas de 14 nacionalidades selecionados entre centenas de candidaturas provenientes de todo o mundo. A Bienal presta ainda homenagem a Silvestre Pestana, único artista presente em todas as edições da Bienal desde 1978, através da exposição “Luso Lunar”, uma exposição que propõe uma leitura transversal ao percurso do artista, reunindo obras desde o início da década de 1970 até à atualidade.

 

Silvestre Pestana, Terras Raras, 2023.

 

A edição de 2026 apresenta ainda o festival de cinema BIOGRAF'26 e a exposição coletiva “¿De qué casa eres?” que, partindo da obra homónima de Ana Pérez-Quiroga, reúne 46 artistas convidados, oriundos de diferentes geografias. Entre várias peças que convocam o arquivo da história da arte portuguesa, a mostra conta ainda com sete obras desenvolvidas especialmente para a BIAC, dos artistas Vhils, Alisa Heil, André Sousa, Carlos Noronha Feio, João Penalva e Rigo 23.

Ao longo da programação, a Bienal estende-se também ao território através de iniciativas de mediação cultural desenvolvidas em estreita ligação com a comunidade local. Esta dimensão participativa reforça a missão da BIAC enquanto espaço de criação, encontro e reflexão em torno dos desafios do mundo contemporâneo.

Criada em 1978, a Bienal Internacional de Arte de Cerveira continua a afirmar-se como uma das mais relevantes plataformas de arte contemporânea da Península Ibérica. Ano após ano, a iniciativa tem vindo a promover o encontro entre artistas, investigadores, instituições e público e a reforçar o seu compromisso com a criação artística e a cooperação cultural.
 

 

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