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ENTREVISTA



ROSANA PAULINO


Esta entrevista a Rosana Paulino, artista que representa o Brasil na 61.ª edição da Bienal de Veneza, que encerra a 22 de novembro de 2026, integra o projeto Southern Thoughts on a Northern Biennale, que reúne entrevistas realizadas durante as semanas de abertura das edições de 2022, 2024 e 2026 da Bienal de Veneza, com artistas brasileiros e de vários países africanos e curadores dos pavilhões africanos. Esta conversa inscreve-se, assim, numa reflexão continuada sobre as perspetivas do Sul no contexto de uma das mais importantes exposições internacionais de arte contemporânea.
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O ESTADO DA ARTE



INÊS FERREIRA-NORMAN


ÍNDIA EM ÉVORA E O GROTESCO SUBLIME: ECOLOGIAS COLONIAIS E O MAXIMALISMO DE RAQIB SHAW
Está patente até 25 de outubro ‘ÍNDIA’, uma exposição coletiva de artistas contemporâneos indianos no Palácio Duques de Cadaval em Évora. Com curadoria de Hervé Perdriolle, o edifício de influências mudéjar, góticas e manuelinas acolhe em 12 salas amplas à lá white cube, o trabalho artístico de 19 artistas, e pinturas tântricas tradicionais. Uma exposição arrebatadora, predominantemente de pintura, que para além de nos mostrar técnicas ancestrais e temas que persistem na cultura indiana, mostra também a influência que o ocidente e a história de arte ocidental acaba por exercer, num mundo dominado pela sua globalização.
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PERSPETIVA ATUAL

MAFALDA TEIXEIRA


ALICE NEEL: BEAUTIFULLY IMPERFECT
Nua aos oitenta anos, sentada numa poltrona de listras azuis e brancas – a mesma onde pintou tantas pessoas – segurando um pincel numa mão e um pano na outra, envergando óculos e fitando-nos de ar sério, Alice Neel (1900-1984) não parece surpreendida ou desconfortável perante a nossa presença. Como se estivesse à nossa espera, o autorretrato da artista recebe-nos em Beautifully Imperfect confrontando-nos sem qualquer pudor, qual manifesto silencioso, com a realidade do seu corpo, tal como é. Representada enquanto artista e modelo, numa vulnerabilidade e resistência que perturbam, Self-Portrait (1980) que serve de entrada radical à exposição, na Ala Álvaro Siza (Serralves), assume-se segundo a curadora Inês Grosso como retrato de toda uma vida.
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OPINIÃO

ISABEL STEIN


“ARRANCAR DA TERRA OS SEUS SEGREDOS”: UNEARTHED CONVERSATION, FRANCISCA GARCÍA E MARIO NAVARRO
Unearthed Conversation ocupou três salas contíguas do S.M.A.K, em Ghent, entre abril e setembro de 2026. Inspirados pelo filme Aquí Vivieron (1964), de Pedro Chaskel e Héctor Ríos — membros do Centro de Cine Experimental da Universidade do Chile, fundado em 1957 —, Francisca García e Mario Navarro assumem uma abordagem que, em um primeiro momento, parece contraditória: por um lado, as obras são especulativas, por outro, incorporam um paradigma forense. Ao tecer essas duas chaves críticas a respeito de um único território, entretanto, os artistas fabulam uma linguagem poética que acessa camadas inauditas da história chilena.
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ARQUITETURA E DESIGN

JOÃO ALMEIDA E SILVA


ACHAR OU ELEGER. AFINIDADES LÍQUIDAS E A (OUTRA) CARTOGRAFIA DA ARQUITECTURA PORTUGUESA
Afinidades Líquidas: (outra) cartografia afetiva para a arquitetura portuguesa, com curadoria de Paulo David, reúne mais de meia centena de participantes e fica patente até 25 de Abril de 2027. A exposição organiza-se em três momentos – dois pátios e uma sala – e em quatro áreas, Crítica, Docência, Fotografia e Prática, que existem apenas no momento central. O cartaz chama-lhes clareira, tronco, clareira. Uma árvore, portanto. A grelha contém uma tese: pôr a crítica, o ensino e a fotografia ao lado da prática é afirmar que a arquitectura também se produz quando se escreve, se ensina ou se fotografa. [4] Mas será a exposição apenas uma apresentação desses lugares de produção, ou será ela própria um deles?E quem elege as afinidades que torna visíveis?
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ARTES PERFORMATIVAS

LEONEL VENTORIM


MANUAL PARA ATERRAR NA FACE ILUMINADA DA LUA
Entrei na caravana a medo, pois o autor é poeta e a possível contaminação de um texto teatral por poesia nem sempre tem resultados agradáveis. Quase nunca têm. Certos géneros literários não são compatíveis mesmo porque nascem de formas comunicantes diferentes e têm objectivos diferentes. A poesia vive num mundo próprio, um mundo só seu, e nele nasce e pode morrer sem sequer dar-se a conhecer, ao invés, o texto teatral nasce para ser visto e ser ouvido, só assim ele pode viver, só assim tem a sua razão de existir. Fechado numa gaveta um texto poético sobrevive, mas um texto teatral não. Entrei na caravana a medo, num dia de verão com calor intenso, mas desta vez enganei-me, felizmente enganei-me, o autor é poeta mas escreveu um dos mais belos textos teatrais que já presenciei em palco.
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:: Artista portuguesa Laura Palma é a vencedora da 18.ª edição do Prémio novobanco Revelação 2026

:: Bienal Arte e Ciência de Odemira inaugura edição zero com programação multidisciplinar e internacional

:: Primeira exposição individual de Pedro Cabrita Reis no MAAT celebra 10º aniversário do museu e 70 anos do artista



PREVIEW

24.ª edição Temps d'Images (2ª Parte) | 14 a 31 de outubro, vários locais em Lisboa


Em 2026, a programação do Temps d’Images acolhe projetos de revisitação — obras que partem de arquivos pessoais, familiares ou artísticos para questionar a ideia de verdade, revelando a sua natureza fragmentada e subjetiva.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

COLECTIVA

UM MANUAL ABERTO PARA O GESTO SEMPITERNO


Espaço MIRA, Porto

Tal como a concha, também no feminino se encontra a origem do mundo. Talvez seja por isso que surge esta figura, ao longo do projeto, tanto estranha e misteriosa quanto forte e cativante. Há qualquer coisa que permanece neste corpo, que se revela e se esconde, que se oferece ao olhar sem nunca se deixar apreender por completo. As imagens, aqui, não servem apenas para mostrar alguma coisa: acontecem entre o que vemos e aquilo que, sem sabermos bem porquê, nos afeta.
LER MAIS LEONOR GUERREIRO QUEIROZ

MARIA MADEIRA

YOU, ME, US [O, HAU, ITA; TU, EU, NÓS]


Museu do Oriente, Lisboa
Nas franjas do tais, um emaranhado de linhas de algodão revela-nos o princípio da composição. A bordagem começara naquelas manchas de tecido bruto, que lhe adornam as pontas, enquanto causa e efeito. São o ponto de partida do conjunto, premonitórias da fisicalidade que as tornaria objeto, da moção que as animaria numa entidade significante. No trabalho de Madeira, a sua crueza também subsiste por si própria.
LER MAIS MIGUEL PINTO

JAMES NEWITT e CARLOS M. OLIVEIRA

ACTOS DE LÍNGUA


Carpintarias de São Lázaro, Lisboa
Numa altura em que os algoritmos das redes sociais nos dividem em tribos e o discurso político se torna cada vez mais polarizado, encontrar linguagens comuns que transcendam as diferenças adquiriu uma pertinência particular. Esta necessidade de linguagens partilhadas está no cerne de Actos de Língua, uma ambiciosa instalação de vídeo e som com 44 minutos de duração, da autoria do coreógrafo Carlos M. Oliveira e do artista visual James Newitt.
LER MAIS JAMES MAYOR

TATIANA MACEDO

RADICAL GESTURES


Rialto6, Lisboa
A exposição individual de Tatiana Macedo, Radical Gestures, no Rialto6, não se revela demasiado à primeira vista. Reunindo várias obras em vídeo realizadas por Macedo ao longo dos anos, exige uma atenção sustentada e não se presta particularmente a uma visita apressada. Filmadas a partir de uma posição observacional e muitas vezes assentes em investigação, as obras de Macedo habitam temporalidades que resistem aos ritmos acelerados da actual economia da atenção.
LER MAIS KATYA SAVCHENKO

JENNY HOLZER

WRONG ANSWERS


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
Jenny Holzer é uma das figuras mais importantes da arte norte-americana surgida no final dos anos 1970. A particularidade da sua obra reside no uso da linguagem como o seu principal meio artístico. Jenny Holzer é uma artista conceptual e de arte pública que transforma a escrita em comunicação visual através de diferentes suportes, entre os quais a tecnologia electrónica e os dispositivos LED.
LER MAIS CARLOS FRANÇA

MAHKU - MOVIMENTO DOS ARTISTAS HUNI KUIN

CIPÓ - PINTURAS HUNI KUIN NA COLEÇÃO MAR


Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro
Cipó é uma das cinco exposições em cartaz no Museu de Arte do Rio, reunindo uma seleção de trabalhos em tela produzidos por artistas Huni Kuin: povo da floresta amazônica que se espalha do leste do Peru ao norte do Brasil, especificamente até o sul do Amazonas e o Acre, onde são a população indígena mais numerosa. Ao ocupar uma ampla galeria, a mostra invade os sentidos com uma profusão de cores intensas. Pinturas do tamanho das paredes preenchem três lados do espaço, formando um imenso mural, enquanto o quarto exibe textos explicativos além de obras menores feitas em tecido.
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RODRIGO CASS

GEOMETRIA SENSÍVEL


Escola das Artes | Universidade Católica do Porto, Porto
Um objeto, um espaço e uma ação. É assim que o vídeo-instalação Geometria Sensível (2024) dá título à primeira exposição de Rodrigo Cass em Portugal. Organizada pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa com colaboração com a Brotéria, e curadoria de Nuno Crespo e João Sarmento SL, a exposição está dividida em dois pólos – Porto e Lisboa – e reúne entre si cerca de três dezenas de obras do artista brasileiro, uma pequena selecção que atravessa a sua prática artística desde o seu início até aos dias de hoje.
LER MAIS CLÁUDIA HANDEM