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BÉLA TARR (1955-2026)

2026-01-07




Morreu o icónico cineasta húngaro Béla Tarr, aos 70 anos, após uma longa e grave doença. Reconhecido como uma das personalidades mais singulares do cinema contemporâneo, deixou uma obra marcada pelo rigor estético, radicalismo formal e uma visão profundamente crítica da condição humana.

Em comunicado, a Academia Europeia de Cinema, do qual Tarr era membro desde 1997, lamentou “a perda de um realizador excepcional e de uma personalidade com uma forte voz política, profundamente respeitado pelos seus pares e aclamado pelo público mundial.”

Nascido em 1955, na Hungria, Béla Tarr começou a sua carreira ainda muito jovem como cineasta amadora. Mais tarde integrou o Balázs Béla Stúdió, o mais importante estúdio de cinema experimental húngaro, onde se estreou como realizador com “Family Nest” (1977). Em 1982, formou-se na Academia de Teatro e Cinema (Színház- és Filmmuvészeti Egyetem) em Budapeste. Estreou no Festival de Berlim o seu primeiro filme independente húngaro, “Damnation” (1987), onde viria a receber reconhecimento internacional.

Béla Tarr trabalhou em vários filmes seus com o romancista húngaro e argumentista László Krasznahorkai, em filmes como “Kárhozat” (1988), “Sátántangó” (1994), “Werckmeister harmóniák” (2000), “O Homem de Londres” (2007) e “O Cavalo de Turim” (2011).

Tarr foi professor convidado da Academia de Cinema e Televisão de Berlim desde 1990 e colaborou com o Festival de Cinema de Sarajevo. Autor de uma filmografia singular, Béla Tarr deixa um legado incontornável no cinema mundial.


Fonte: Cinema Sétima Arte