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BIENAL DE CERVEIRA REGRESSA COM HOMENAGEM A SILVESTRE PESTANA2026-06-30O evento de arte contemporânea mais antigo do paÃs está de regresso para a sua XXIV edição. De 18 de julhoa 30 de dezembro, a Bienal Internacional de Arte de Cerveira (BIAC) propõe, através do mote “Territórios sem Fronteiraâ€, uma reflexão profunda em torno do conceito de fronteira – nas suas dimensões geográfica, social, mental e polÃtica –, explorando a forma como este se manifesta no presente e nos processos de criação artÃstica. Na programação deste ano destaca-se a exposição “Luso Lunar†em homenagem a Silvestre Pestana. Figura incontornável e pioneira da arte contemporânea nacional, o artista detém o estatuto singular de ser um dos raros nomes a marcar presença em todas as edições da Bienal de Cerveira desde a sua fundação, em 1978. Com curadoria de Mafalda Santos, diretora artÃstica, e João Ribas, diretor executivo do Roy and Edna Disney CalArts Theater (REDCAT), em Los Angeles, a exposição propõe uma leitura transversal de um percurso que cruza diferentes disciplinas e linguagens – do analógico ao tecnológico, do poético ao polÃtico –, reunindo obras produzidas desde o inÃcio da década de 1970 até à atualidade. Em destaque estará a emblemática escultura em néon “Rio: Ãgua e Sangue†(2003), apresentada originalmente na XII Bienal, que sintetiza a relação nuclear entre corpo, linguagem e território na obra do artista. “A exposição evidencia a consistência e radicalidade de um percurso pioneiro no contexto portuguêsâ€, revela Mafalda Santos, adiantando que a homenagem a Silvestre Pestana “se afirma como um momento de reconhecimento e recontextualização crÃtica de uma obra que continua a interpelar o presente e a projetar-se no futuroâ€. Uma programação multidimensional num espaço transfronteiriço Partindo da identidade transfronteiriça de Vila Nova de Cerveira, a BIAC assume-se, em 2026, como um espaço de diálogo internacional e de experimentação transdisciplinar. Integrada no tema “Territórios sem Fronteiraâ€, destaque também para a exposição que resulta das obras selecionadas do XXIV Concurso Internacional e que propõe uma leitura da fronteira enquanto espaço expandido – não apenas geográfico, mas também simbólico, polÃtico, corporal e ecológico. Depois de ter registado um recorde de participações no XXIV Concurso Internacional – com cerca de 900 candidaturas e 1.261 obras de artistas provenientes de 52 paÃses –, a exposição reúne 36 artistas de 14 nacionalidades. As obras selecionadas exploram a fronteira como lugar de passagem, tensão, memória e transformação, convocando questões como a migração, o pós-colonialismo, a identidade, o território e as relações entre o fÃsico e o virtual. Enquanto outro dos núcleos centrais desta edição, sublinha-se a exposição “¿De qué casa eres?â€. Contando com curadoria de Mafalda Santos e Manuel Santos Maia o projeto explora a ideia de diáspora e deslocação através de 46 artistas representados de 16 paÃses. A mostra cruza diversas disciplinas, abordando temas como migração, memória e identidade pós-colonial. Como habitualmente, a programação da Bienal Internacional de Arte de Cerveira será complementada com outras atividades e projetos, como um Ciclo de Conferências Internacionais, oficinas, residências artÃsticas, entre outros momentos que serão divulgados em breve. Fonte: Bienal de Cerveira |














