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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


WALDEMAR D’OREY

Something is Missing




MAUMAUS (AVENIDA ANTÓNIO AUGUSTO DE AGUIAR)
Avenida António Augusto de Aguiar, 148 - 3º D
1050-021 LISBOA

21 JUL - 10 OUT 2021


Waldemar d’Orey

Something is Missing



Curadoria: Manuel Costa Cabral

Maumaus / Lumiar Cité

21 Julho 2021 – 10 Outubro 2021


Inauguração 15h às 19h de 21 de Julho de 2021
Lançamento do Catálogo às 17h de 11 de Setembro de 2021


Cinquenta e cinco anos depois da sua primeira exposição individual na AXIOM Gallery de Londres, em 1966, Waldemar d’Orey expõe de novo no espaço Lumiar Cité. A ressurreição de uma obra de arte, misteriosamente desaparecida na década de 1960, durante os swingeing days em Londres, constitui o núcleo desta exposição intitulada Something is Missing. A escultura “Mobile”, estrutura cinética projetando-se no espaço, surgia na capa do catálogo da prestigiada exposição coletiva New Generation 1965 (Whitechapel Gallery, Londres) numa fotografia da autoria do não menos célebre Lord Snowdon. Surpreendentemente, “Mobile” não fazia parte do conjunto de obras apresentadas na exposição, dela restando apenas a fotografia na capa do catálogo e outras imagens desbotadas, além da memória meticulosa do artista.

Em frente ao espaço expositivo na Alta de Lisboa, num texto na parede do prédio, que ficou da sua exposição inaugural em 2005, pode ler-se: «Quando alguma coisa falta pode ser acrescentada». Decorridos dezasseis anos, esta obra de arte pública da autoria de Teolinda Varela ecoa e parece cumprir-se no projeto de Waldemar d’Orey para o espaço Lumiar Cité. Ao dedicar o período da residência artística na Maumaus, bem como o orçamento da exposição à reconstrução de “Mobile”, a obra de arte é resgatada do seu desaparecimento. Permanecerá, porém, para sempre, em falta na exposição da Whitechapel Gallery de 1965. Quantos visitantes, folheando o catálogo da exposição, não terão procurado a obra tão fotogénica que figurava na capa? O objeto desaparecido foi reconstruído no espaço Lumiar Cité, pelo que o “original” para sempre perdido é agora evocado pelo seu substituto, por um novo “original”. Isto só é possível porque o primeiro original se perdeu, o que, por sua vez, constitui o remate conceptual da exposição de d’Orey em 2021.

O título da escultura, “Mobile”, sugere uma leitura da palavra enquanto adjetivo e não substantivo: olhando para o objeto como portador de uma promessa moderna, ele transmite uma energia que hoje é frequentemente tida como perdida. Neste contexto, o título da exposição pode ser adequado – sinónimos como solto, ágil, versátil, flexível, veloz ou mutável vêm à mente. A obra é restritivamente colorida, não intrusiva mas lúdica, advogando uma coreografia da escultura moderna que dá vida às perspetivas dinâmicas de um outro tempo. Sem nostalgia ou arqueologia – há qualquer coisa que falta.


Press-release completo Aqui