MOVIE EXPERIMENTS, LOS ANGELES“Hey Art, Art Wake Up, Man”PAVILHãO JULIãO SARMENTO Av. da Índia 172 1400-038 LISBOA 01 ABR - 01 ABR 2026 SESSÃO «“Hey Art, Art Wake Up, Man”»: 01/04/2026, 18h, no Pavilhão Julião Sarmento Última sessão do ciclo de cinema Movie Experiments, Los Angeles seguida de conversa com o programador Andy Rector e a artista-cineasta, programadora e investigadora Sílvia das Fadas. SESSÃO ’Hey Art, Art Wake Up, Man’ Duração total da sessão: 1h35 Programa: A FILM JOHNNIE, George Nichols, Mack Sennett, com Charles Chaplin, 1914. 35mm, p/b, sem som, 12′ ALEPH, Wallace Berman, 1958-1976. 8mm/16mm, cor, sem som, 8′ THE EXILES, Kent Mackenzie, 1961. 16mm, p/b, som, 72′ O último programa, «“Hey Art, Art Wake Up, Man”» (uma fala de The Exiles), é, em certo sentido, sobre «embriaguez». As duas primeiras curtas, A Film Johnnie (George Nichols) e Aleph (Wallace Berman), são estranhos pares na sua acumulação de detritos culturais, nas suas pilhas de imagens e talvez obsessões, interligadas com a vida de um habitante local – no primeiro, um cinéfilo (Chaplin, como Charlot) que vive perto do Keystone Studio de Mack Sennett, em Echo Park; no segundo, Wallace Berman, um artista de Topanga Canyon que faz colagens. Um tipo de embriaguez mais trágica, com dilatações, contrações e suspensões de tempo permeia The Exiles (Kent Mackenzie), que retrata doze horas comprimidas em 72 minutos na vida de indígenas americanos, que deixaram as reservas para viver na zona de Bunker Hill, no centro de Los Angeles («o registo mais concreto e detalhado que temos desses espaços malditos», escreveu Thom Andersen). Altamente sensível às gradações de esperança e desespero sentidas pelas pessoas reais que representa, The Exiles inventou novas formas de testemunho cinematográfico e de monólogo interno para poder existir. Andy Rector |














