F.E.R.A. - FEIRA DE EDIÇÕES REALIZADAS POR ARTISTAS4ª ediçãoFáBRICA DA CRIATIVIDADE Alameda do Cansado 14b 6000-075 CASTELO BRANCO 28 MAR - 28 MAR 2026 4ª edição F.E.R.A: 28 março, 15h-18h, Fábrica da Criatividade, Castelo Branco [entrada livre] A F.E.R.A. - FEIRA DE EDIÇÕES REALIZADAS POR ARTISTAS reúne e apresenta um conjunto de edições associadas às artes performativas, de artistas que fazem do registo e da tradução gráfica das suas práticas e vivências artísticas, um meio de produção e partilha de pensamento. Em cada edição o acervo da F.E.R.A. é levado a um novo território, convidando as pessoas a folhearem e descobrirem diferentes publicações e processos. Para além da banca de edições, traz-se uma curadoria de artistas para apresentarem os seus trabalhos editados, seja por meio de uma conversa ou por meio de uma performance. No sábado, serão apresentadas 3 performances: “Delirar a Anatomia - Eló (título provisório)” de Ana Rita Teodoro, "Ensaio para Uma Natureza-Morta" de Nuno Leão e Diogo Martins e "Um Sopro" de Rita Vilhena. Ao longo de 2026 a F.E.R.A. irá ter mais duas edições, nesse sentido continua a recolha de publicações para juntar ao acervo itinerante. Ver o Open Call aqui: https://shorturl.at/30K5B ::: PERFORMANCES DELIRAR A ANATOMIA - ELÓ (título provisório) de Ana Rita Teodoro "Delirar a Anatomia" é uma coleção de pequenas peças, homenagens a diferentes partes do corpo. Eló é o órgão da empatia. Tronco e membros separados da cabeça – guardiã dos 5 sentidos. Uma larga gola é o espaço onde se reforça a separação, presente em muitos imaginários do corpo, no que parece ser um quase sempre. Em eló, é o gesto pelo gesto anulando as funções destinadas ou, desdobrando-as em poesia – companhia das horas raras que se soltam do relógio, e que, levantam os olhos de um qualquer ponto fixo. Para esta edição F.E.R.A. Ana Rita Teodoro apresenta uma nova peça da colecção Delirar a Anatomia ainda em processo de trabalho. ENSAIO PARA UMA NATUREZA-MORTA de Nuno Leão e Diogo Martins Este trabalho constitui uma ampliação performativa de um livro de fotografia e ensaio criado por Nuno Leão e Diogo Martins, em 2018. Os diferentes caminhos e acasos que conduziram a essa realização material — Dizer adeus às coisas seguido de Uma teoria da imagem (ou a performance do mundo) — nunca deixaram, todavia, de ter por meta essa compulsão irredutível à autoevidência fotográfica, nem ao questionamento ensaístico. Nenhum objeto fica para sempre esquecido, nenhuma imagem é intransigentemente pretérita. Somos e não somos os mesmos, no movimento que acende na proximidade mais íntima o instante em que tudo se estranha. Em que as coisas a que dissemos adeus, de súbito, ensaiam um recomeço e nos acenam. UM SOPRO de Rita Vilhena “Um sopro” revisita “Onomatopeia/ Who taught us to forget about the future”, peça criada e interpretada por Rita Vilhena em 2010, com música original de Wieland Moelller e cenografia de Edwin Kolpa. A proposta nasce do desejo de reencontrar um trabalho do passado e escutar novamente os seus vestígios no corpo presente. Aquilo que, na altura, surgia de forma ainda intuitiva — o autobiográfico como fragmentação da narrativa e a identidade como processo — tornou-se, entretanto, um eixo central da investigação artística de Rita Vilhena. Revisitar esta peça é percorrer um caminho que o tempo havia parcialmente apagado, permitindo reconhecer no passado os sinais de uma pesquisa que continua a transformar-se. Entre memória e esquecimento, o gesto coreográfico reaparece como um sopro: breve, em escuta, e em constante reinvenção. |

















