DIANA NIEPCEHornfuckersCULTURGEST EdifÃcio Sede da Caixa Geral de Depósitos, Rua Arco do Cego 1000-300 LISBOA 26 MAR - 28 MAR 2026 DANÇA: dias 26 e 27 de março à s 21:00 e no dia 28 de março à s 19:00 no Auditório EmÃlio Rui Vilar, na Culturgest No dia 27 de março haverá uma conversa pós-espetáculo com a Diana Niepce na Sala 2 da Culturgest. Hornfuckers de Diana Niepce Intérpretes Ana de Oliveira e Silva, Baxi Ostrowski, Daniel Seabra, Inês Cóias, Izabel Nejur, Margarida Montenÿ, Marta Cardoso A coreógrafa regressa à Culturgest com um espetáculo que questiona a norma e a sua lógica desafiando a gravidade, onde lirismo e a violência se cruzam na representação de corpos em permanente confronto com os seus limites. Reconhecida pelo seu trabalho inovador no panorama da dança contemporânea nacional, Diana Niepce continua, com este este espectáculo, a explorar e questionar as normas que moldam o corpo — tanto no contexto social como artÃstico. Em Hornfuckers, a criadora propõe uma reflexão intensa sobre hierarquias, limites e construções impostas, cruzando o fÃsico e o imaginário. "Aqui, questionamos os estereótipos e desafiamos a gravidade, cruzamos o lirismo e a violência numa imagem que revela corpos em constante confronto com os seus limites. Numa paisagem composta por ordem e caos, submissão e revolta, Hornfuckers questiona o que somos, o que nos é imposto e como o sistema que nos sustenta pode ser fonte de imprevisibilidade e opressão†explica Diana Niepce. Situado num universo simultaneamente apocalÃptico e poético, o espetáculo convoca uma linguagem hÃbrida que articula dança, performance e acrobacia aérea. Nesta paisagem onde ordem e caos coexistem, os corpos surgem em constante confronto com os seus próprios limites, resistindo e reinventando-se num cenário marcado pela tensão entre submissão e revolta. A obra mergulha num território onde o lirismo e a violência se entrelaçam, revelando uma “perversidade quotidiana†e uma busca quase obsessiva por sentido num sistema que tanto sustenta como oprime. Ao desafiar a gravidade - literal e metaforicamente -, Hornfuckers questiona estereótipos e propõe novas leituras sobre identidade, resistência e transformação do corpo. Como explica a coreógrafa, "seguimos no questionamento da norma, da sua hierarquia e da sua lógica. Esquecemo-nos do que somos e do que deverÃamos ser. Suspendemo-nos num universo apocalÃptico, existimos e resistimos numa perversidade quotidiana, numa espécie de delÃrio que celebra a crueldade e a violência, enquanto tentamos sobreviver na sádica busca por uma lógica que ultrapasse a compreensão da reconfiguração e ressignificação do corpo." ::: Diana Niepce é coreógrafa, bailarina, curadora e autora. Formou-se na Escola Superior de Dança, concluiu um programa Erasmus na Teatterikorkeakoulu, em HelsÃnquia, e possui um mestrado em Arte e Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. É artista associada do Espaço do Tempo e criou várias obras, incluindo Forgotten Fog (2015), Raw a nude (2019), 12 979 Dias (2019), Dueto (2020), T4 (2020), Anda, Diana (Prémio SPA, 2021), The Other Side of Dance (2022), Enfreakment (2024), Utopia (2024), Norm (2024) e Hornfuckers (2026). Como curadora, esteve envolvida no ciclo Political Bodies (2024, Culturgest) e no projeto Reunião (2025). Desenvolve também trabalho na área da formação e inclusão nas artes performativas, particularmente com artistas com deficiência, através de iniciativas como Fora da Norma (2023) e Norm (2023). Como bailarina e intérprete, colaborou com vários artistas nacionais e internacionais. As suas publicações mais recentes incluem o conto infantil Bayadère (CNB), o livro Anda, Diana (Sistema Solar) e o conto «Broken and Smelly, Are the Stones.» para a Rota Memorial do Convento. |














