O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.
ARTE BRITâNICA - PONTO DE FUGA
Artistas portugueses em Londres no pós-guerra
FUNDAçãO CALOUSTE GULBENKIAN
Av. de Berna, 45 A
1067-001 LISBOA
07 JUL - 07 JUL 2025
CONVERSA: 07 jullho, 18h, Sala 2 da Fundação Calouste Gulbenkian
Série de encontros em torno da exposição «Arte Britânica – Ponto de Fuga», promovendo conversas sobre os contactos resultantes dos movimentos de artistas e agentes culturais entre Portugal e o Reino Unido.
Esta conversa, com Catarina Alfaro e Leonor Oliveira, centra-se no encontro de artistas de nacionalidade portuguesa com a arte britânica nos anos 1950 e 1960 e nas relações criativas que estabeleceram com o panorama artístico londrino desde esse período.
O apelo de Londres após o final da II Guerra Mundial relacionava-se com a descoberta de um novo contexto e referências artísticas que vinham já ganhando visibilidade internacionalmente.
Nesta cidade, artistas de nacionalidade portuguesa desenvolveram as suas pesquisas no campo da figuração, explorando novos materiais, novas metodologias de trabalho e uma nova abordagem crítica da realidade que conjugava os mitos do passado português e os traumas do presente, marcado pela ditadura e, nos anos de 1960, também pela guerra colonial.
A conversa aborda os percursos de Bartolomeu Cid dos Santos (gravura), João Cutileiro e Jorge Vieira (escultura), e incidirá mais detalhadamente na experiência particular de Paula Rego, que teve uma ligação mais prolongada com Inglaterra, para onde emigrou com 16 anos de idade.
Foi na capital britânica que Paula Rego se formou em pintura, estabeleceu um círculo de relações artísticas e que encontrou também novas referências para o seu trabalho. As exposições organizadas na Casa das Histórias Paula Rego com artistas britânicos (My Choice e Coleção de Arte Britânica do CAM) apontam para essa proximidade duradoura não só com o meio londrino contemporâneo, mas também com o passado artístico britânico, o que revela as escolhas ecléticas e sempre orientadas para um programa criativo pessoal da artista portuguesa.