RUI MACEDOBoundless BordersPALáCIO NACIONAL DE MAFRA Terreiro D. João V 2640 10 JUN - 31 DEZ 2026 Abertura: 10 de Junho, na Sala das Descobertas do Palácio Nacional de Mafra Boundless Borders de Rui Macedo Curadoria de Inês Valle No dia 10 de junho, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, o Palácio Nacional de Mafra abre ao público o projeto 'Boundless Borders' (“Territórios Partilhados”), a primeira intervenção artística contemporânea de caráter permanente instalada na emblemática Sala das Descobertas. A iniciativa, no âmbito do Projecto de Restauro e Valorização Contemporânea da Sala das Descobertas, assinala um momento marcante na valorização do património deste monumento, no contexto das comemorações do V centenário de Luís Vaz de Camões, unindo conservação, investigação histórica e criação artística contemporânea. Após a conclusão da intervenção de conservação e restauro das pinturas murais da Sala das Descobertas, realizada em 2025 por Sofia Lopes e Margarida Boavida (Intonaco), com o generoso apoio mecenático da Fundação Millennium bcp, o espaço ganha uma nova leitura através da obra inédita do artista Rui Macedo, com curadoria de Inês Valle, que contou também com o apoio da DGArtes. Inspirado no legado visual conceptualizado por Cyrillo Volkmar Machado no século XVIII, o projeto propõe uma reflexão contemporânea sobre a “Viagem” e as relações históricas entre Portugal e Índia. O projeto artístico 'Boundless Borders' propõe uma leitura trans-temporal das múltiplas narrativas associadas ao tema da Sala das Descobertas, criando um espaço de diálogo entre passado e presente, onde se cruzam memórias, identidades, patrimónios e arte contemporânea. Desenvolvido através de uma metodologia colaborativa e participativa, o projeto assume-se como uma obra em permanente construção, aberta ao contributo de diferentes comunidades e à incorporação de novas memórias, experiências e perspetivas. Neste contexto, o Palácio Nacional de Mafra reafirma-se como um espaço de diálogo e reflexão, comprometido com uma leitura plural da história e com o enriquecimento contínuo das narrativas que constituem o património cultural. O projeto é acompanhado por uma programação pública gratuita, que integrará um ciclo de conversas temáticas com artistas, curadores, investigadores e representantes das comunidades envolvidas, visitas comentadas e mediadas, concertos, bem como sessões participativas com comunidades. Neste contexto, o projeto reforça o papel do Palácio Nacional de Mafra como espaço de encontro, escuta, diálogo e reflexão, contribuindo para uma leitura mais plural e contemporânea do património e das narrativas que o constituem. ::: Rui Macedo (Évora, 1975) é um artista visual português que desenvolve a sua prática exclusivamente no campo da pintura e da instalação pictórica site-specific. Doutorado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2017), o seu trabalho propõe uma reflexão crítica sobre as convenções da pintura enquanto meio e dispositivo expositivo, questionando noções tradicionais de representação e autoria. Através de estratégias percetivas que desafiam as expectativas do espectador, Rui Macedo tem vindo a expandir os limites conceptuais e espaciais da pintura, criando obras que frequentemente resistem a definições convencionais do medium. O artista tem beneficiado de apoios institucionais de relevo, entre os quais bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian, do Instituto Camões, do Ministério da Cultura de Espanha e da FCT/CIEBA. O seu trabalho foi apresentado em exposições em instituições como o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (Lisboa), o MEIAC (Badajoz), o Museu do Neorrealismo, a Tabacalera (Madrid) e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (Brasil). As suas obras integram importantes coleções públicas e institucionais em Portugal, Espanha, Itália e Brasil, incluindo a Coleção de Arte Contemporânea do Estado Português, a Culturgest, o MNAC, o IVAM, o MEIAC e a Fundação Benetton. |
















