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4 Exposições


Paulo Bruscky, Musa paradisiaca, Alexandre Estrela, Francisco Corrêa
ZDB - Galeria Zé dos Bois, Lisboa

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MNAC - Museu do Chiado , Lisboa

ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


PAULO BRUSCKY, MUSA PARADISIACA, ALEXANDRE ESTRELA, FRANCISCO CORRêA

4 Exposições




ZDB - GALERIA Zé DOS BOIS
Rua da Barroca, 59
1200-049 LISBOA

23 MAI - 22 NOV 2026


Inauguração: dia 23 de Maio (Sábado), das 18h às 22h, Galeria Zé dos Bois


4 Exposições

Bruscky em Brusque, de Paulo Bruscky
EMPORIO, de Musa paradisiaca
RedSkyFalls (Réplica), de Alexandre Estrela
Mike Tyson's worst nightmare, de Francisco Corrêa (Livraria ZDB)




Bruscky em Brusque – exposição de Paulo Bruscky
23.05 – 31.08.2026

Paulo Bruscky é um dos principais pioneiros na arte conceptual do Brasil, manifestando-se artisticamente através das relações entre arte, comunicação e tecnologia, desde o início dos anos de 1970. Tendo contribuído amplamente para os movimentos do poema/processo e da arte postal, a sua obra é caracteristicamente semiótica, privilegiando as significações não-literais, acasos e coincidências como bases para a criação.

No início dos anos 80, Bruscky viaja até à cidade de Brusque em Santa Catarina, motivado pelo acaso da quase-homonímia. Recolhe e manipula postais, fotografa placas de informação, sinalizações e elementos da cidade, criando uma série de obras intitulada "Bruscky em Brusque". Esta atitude, transversal a toda a sua obra, de estabelecer um vínculo entre o acaso e a lógica enquanto premissa instigante para a criação é motivo da exposição antológica que a ZDB dedicada ao artista.



EMPORIO – exposição de Musa paradisiaca
23.05 – 31.08.2026

Musa paradisiaca estreia EMPORIO, uma peça audiovisual duracional de 90 minutos que opera na fenda entre o colapso histórico e o colapso privado. No centro desta arqueologia magnética, o 11 de Setembro deixa de ser um evento mediático para se tornar o ruído de fundo de um retrato psicológico do luto. Através da textura crua de um arquivo VHS, a imagem captura a suspensão de um quotidiano que se fragmenta sob o peso do trauma, inscrevendo a dor individual na superfície fria de um império visual.

Entre o sussurro confessional e a escala monumental da projeção, EMPORIO permanece como um testemunho da fragilidade, um lugar onde o tempo do luto resiste à pressão da História e onde a memória tenta sobreviver à indiferença do espetáculo.



RedSkyFalls (Réplica) – exposição de Alexandre Estrela
23.05 – 22.11.2026

A propósito da sua peça RedSkyFalls, em exibição no Pavilhão de Portugal em Veneza na Biennale 2026, Alexandre Estrela apresenta uma série de Réplicas. Estas Réplicas caracterizam-se por alertar a actividade sísmica de alto risco em locais geograficamente distantes.

Para a Galeria Zé dos Bois, foi considerada uma Réplica onde moscas-da-fruta, ou sentinelas, respondem em tempo real à atividade sísmica próxima e distante através de uma sensibilidade pré-digital. Sob observação atenta, podemos reconhecer no comportamento destas sentinelas artificiais os infra-sinais das perturbações subterrâneas que, de tempo a tempo, irrompem neste ecossistema. As moscas sentinelas, encerradas em logótipos apropriados do precursor do poema-processo Wlademir Dias-Pino, deambulam e reagem em sincronia à actividade sísmica do planeta Terra cada vez que este declara um abalo.



Mike Tyson's worst nightmare – exposição de Francisco Corrêa @ Livraria ZDB
23.05 – 31.08.2026

Na Livraria Zé dos Bois, Francisco Corrêa apresenta uma instalação que é, ao mesmo tempo, a última memória de uma vida e o primeiro gesto de uma narrativa por montar.

No centro da instalação, pombos e setas desenham um instante suspenso, como um jogo que alguém parou a meio. A cena não se move, mas pulsa na tensão de um desfecho por cumprir. O espectador, que ali chega sem aviso, torna-se testemunha muda desse fragmento — uma memória congelada que já não lhe pertence, mas que o convoca. É o território daquilo a que Ana Pérez-Quiroga chama «pós-trauma»: a empatia que nos faz sentir a dor de quem não conhecemos, atravessada por objetos que carregam a vida de um desconhecido.

Entre a crónica e o jogo, Mike Tyson’s Worst Nightmare convida a recordar, no sentido que Eduardo Galeano devolveu à palavra: re-cordis, voltar a passar pelo coração.