Links

Subscreva agora a ARTECAPITAL - NEWSLETTER quinzenal para saber as últimas exposições, entrevistas e notícias de arte contemporânea.



ARTECAPITAL RECOMENDA


Outras recomendações:

Intimate Distance, Uncaptured City


Edson Chagas
Galerias Municipais - Pavilhão Branco, Lisboa

Caderno de Memórias Coloniais


Júlia Barata
Tinta nos Nervos, Lisboa

UM MANUAL ABERTO PARA O GESTO SEMPITERNO


COLECTIVA
Espaço MIRA, Porto

Actos de Língua


Carlos M. Oliveira e James Newitt
Carpintarias de São Lázaro, Lisboa

UTUQAQ


Exposição de Alunos de Doutoramento em Pintura
FBAUL - Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Lisboa

'Olha, Sou Eu e a Minha Mãe'


Alice Geirinhas
Associação 289, Faro

O Silêncio de Hefesto - Obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado


COLECTIVA
Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas, Ribeira Grande - Açores

Paragens, 1980-1990, Entre-tanto


Manuel San-Payo, Catarina Baleiras, Sara Oliveira Martins
Casa das Artes de Tavira, Tavira

You, Me, Us [O, Hau, Ita; Tu, Eu, Nós]


Maria Madeira
Museu do Oriente, Lisboa

O mundo é tudo! Filósofos e outras máquinas


António Cerveira Pinto
Fórum da Maia, Maia

ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


COLECTIVA

ZAPPING: TELEVISÃO COMO CULTURA E CONTRACULTURA




GNRATION
Praça Conde de Agrolongo 123
4700-312 BRAGA

17 JAN - 18 ABR 2026


ZAPPING: TELEVISÃO COMO CULTURA E CONTRACULTURA
Curadoria de Paula Pinto, Alexandra Areia, Joaquim Moreno e Vera Carmo


Inaugurações
10 de janeiro, 15h, @caaa_guimaraes
17 de janeiro, 16h, @gnration
7 de fevereiro, 17h, @centroarteoliva
23 de maio, @macelvas


Inaugura no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, em Guimarães, a 10 de janeiro, às 15 horas, e no gnration, em Braga, a 17 de janeiro, às 16 horas, ZAPPING: TELEVISÃO COMO CULTURA E CONTRACULTURA, a primeira exposição dedicada à história dos programas culturais da RTP em Portugal, bem como aos artistas portugueses que têm trabalhado com, sobre ou para a televisão desde a década de 1950.

Organizada pelo Centro de Arte Oliva, em S. João da Madeira, a exposição desenvolve-se ainda no gnration, em Braga, no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA), em Guimarães e no Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), propondo uma leitura alargada sobre a televisão enquanto fenómeno sociotécnico, cultural e político, e sobre a sua apropriação crítica no campo das práticas artísticas.

Com curadoria de Paula Pinto, Alexandra Areia, Joaquim Moreno e Vera Carmo, o projeto organiza-se em cinco núcleos temáticos — FRONTEIRA, RESOLUÇÃO, RECEÇÃO, COR e MEMÓRIA — que articulam a análise de programas culturais da RTP com obras de artistas que utilizaram a televisão como veículo, medium ou suporte de cultura e contracultura. No Centro de Arte Oliva, onde a exposição será apresentada de forma mais extensa, estes núcleos estruturam-se através de alinhamentos temáticos de emissões culturais, que traçam uma história crítica da televisão portuguesa e das suas transformações tecnológicas, sociais e políticas.

Nos restantes espaços, a exposição desdobra-se através da apresentação de obras e encomendas específicas, aprofundando temas e abordagens já latentes no núcleo central do projeto.

No CAAA, é apresentada uma nova encomenda da artista Mariana Vilanova, desenvolvida em diálogo com o programa televisivo Ensaio (1972), de João Martins. Interessada no núcleo da COR, a artista parte de um programa dedicado à ecologia para refletir sobre a utilização do chroma key — técnica que recorre à cor verde para a substituição digital de fundos — e sobre o conceito de plant blindness, sublinhando o modo como tendemos a não diferenciar nem reconhecer características específicas da flora natural, ao contrário da fauna, por esta não representar uma ameaça direta aos humanos, revelando assim um défice cultural de atenção e empatia em relação ao mundo vegetal.

No gnration, espaço particularmente vocacionado para projetos multimédia, são apresentadas três obras do artista catalão Antoni Muntadas, cuja prática crítica sobre os media e, em particular, sobre a televisão, se desenvolve há mais de meio século. Utilizando a televisão como veículo, medium e suporte de cultura e contracultura, as obras selecionadas interrogam a circulação da informação, a institucionalização dos media e a posição do espectador, dialogando diretamente com o núcleo RECEÇÃO da exposição.

No MACE, a partir de maio, serão apresentadas três obras da artista luso-sul-africana Ângela Ferreira, centradas nas relações entre media, política, censura, dissidência e processos de descolonização. As obras expostas abordam o papel dos meios de comunicação social na construção da independência de países africanos anteriormente colonizados, cruzando arquivo, cinema, escultura e instalação, e refletindo sobre a instrumentalização ideológica e o potencial emancipador dos media.

No Centro de Arte Oliva, a exposição inaugura a 7 de fevereiro, às 17 horas, apresentando a versão mais completa de ZAPPING: Televisão como Cultura e Contracultura. Neste núcleo central do projeto, é proposta uma síntese alargada dos cinco eixos temáticos — FRONTEIRA, RESOLUÇÃO, RECEÇÃO, COR e MEMÓRIA — que articula programas culturais organizados por temas, como Monólogos comunicantes, A união entre a luta antirracista e a conquista da democracia, As mulheres e os direitos laborais, Os artistas por eles próprios, Cor e música e A televisão e a educação, com obras de artistas convidados. Entre estes, destacam-se Rosa Baptista e Nuno Nunes-Ferreira, cujas obras, integradas no núcleo MEMÓRIA, refletem sobre o zapping, a fragmentação da emissão televisiva e o fim da simultaneidade da experiência televisiva.

Pensada como um projeto distribuído no território, ZAPPING: TELEVISÃO COMO CULTURA E CONTRACULTURA convida o público a percorrer os diferentes espaços expositivos, construindo uma leitura progressivamente mais ampla sobre a televisão enquanto dispositivo cultural, político e artístico, e sobre o modo como a sua história se cruza com a memória coletiva, a democracia e as práticas contemporâneas da arte.