COLECTIVAZAPPING: TELEVISÃO COMO CULTURA E CONTRACULTURAGNRATION Praça Conde de Agrolongo 123 4700-312 BRAGA 17 JAN - 18 ABR 2026 ZAPPING: TELEVISÃO COMO CULTURA E CONTRACULTURA Curadoria de Paula Pinto, Alexandra Areia, Joaquim Moreno e Vera Carmo Inaugurações 10 de janeiro, 15h, @caaa_guimaraes 17 de janeiro, 16h, @gnration 7 de fevereiro, 17h, @centroarteoliva 23 de maio, @macelvas Inaugura no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, em Guimarães, a 10 de janeiro, à s 15 horas, e no gnration, em Braga, a 17 de janeiro, à s 16 horas, ZAPPING: TELEVISÃO COMO CULTURA E CONTRACULTURA, a primeira exposição dedicada à história dos programas culturais da RTP em Portugal, bem como aos artistas portugueses que têm trabalhado com, sobre ou para a televisão desde a década de 1950. Organizada pelo Centro de Arte Oliva, em S. João da Madeira, a exposição desenvolve-se ainda no gnration, em Braga, no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA), em Guimarães e no Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), propondo uma leitura alargada sobre a televisão enquanto fenómeno sociotécnico, cultural e polÃtico, e sobre a sua apropriação crÃtica no campo das práticas artÃsticas. Com curadoria de Paula Pinto, Alexandra Areia, Joaquim Moreno e Vera Carmo, o projeto organiza-se em cinco núcleos temáticos — FRONTEIRA, RESOLUÇÃO, RECEÇÃO, COR e MEMÓRIA — que articulam a análise de programas culturais da RTP com obras de artistas que utilizaram a televisão como veÃculo, medium ou suporte de cultura e contracultura. No Centro de Arte Oliva, onde a exposição será apresentada de forma mais extensa, estes núcleos estruturam-se através de alinhamentos temáticos de emissões culturais, que traçam uma história crÃtica da televisão portuguesa e das suas transformações tecnológicas, sociais e polÃticas. Nos restantes espaços, a exposição desdobra-se através da apresentação de obras e encomendas especÃficas, aprofundando temas e abordagens já latentes no núcleo central do projeto. No CAAA, é apresentada uma nova encomenda da artista Mariana Vilanova, desenvolvida em diálogo com o programa televisivo Ensaio (1972), de João Martins. Interessada no núcleo da COR, a artista parte de um programa dedicado à ecologia para refletir sobre a utilização do chroma key — técnica que recorre à cor verde para a substituição digital de fundos — e sobre o conceito de plant blindness, sublinhando o modo como tendemos a não diferenciar nem reconhecer caracterÃsticas especÃficas da flora natural, ao contrário da fauna, por esta não representar uma ameaça direta aos humanos, revelando assim um défice cultural de atenção e empatia em relação ao mundo vegetal. No gnration, espaço particularmente vocacionado para projetos multimédia, são apresentadas três obras do artista catalão Antoni Muntadas, cuja prática crÃtica sobre os media e, em particular, sobre a televisão, se desenvolve há mais de meio século. Utilizando a televisão como veÃculo, medium e suporte de cultura e contracultura, as obras selecionadas interrogam a circulação da informação, a institucionalização dos media e a posição do espectador, dialogando diretamente com o núcleo RECEÇÃO da exposição. No MACE, a partir de maio, serão apresentadas três obras da artista luso-sul-africana Ângela Ferreira, centradas nas relações entre media, polÃtica, censura, dissidência e processos de descolonização. As obras expostas abordam o papel dos meios de comunicação social na construção da independência de paÃses africanos anteriormente colonizados, cruzando arquivo, cinema, escultura e instalação, e refletindo sobre a instrumentalização ideológica e o potencial emancipador dos media. No Centro de Arte Oliva, a exposição inaugura a 7 de fevereiro, à s 17 horas, apresentando a versão mais completa de ZAPPING: Televisão como Cultura e Contracultura. Neste núcleo central do projeto, é proposta uma sÃntese alargada dos cinco eixos temáticos — FRONTEIRA, RESOLUÇÃO, RECEÇÃO, COR e MEMÓRIA — que articula programas culturais organizados por temas, como Monólogos comunicantes, A união entre a luta antirracista e a conquista da democracia, As mulheres e os direitos laborais, Os artistas por eles próprios, Cor e música e A televisão e a educação, com obras de artistas convidados. Entre estes, destacam-se Rosa Baptista e Nuno Nunes-Ferreira, cujas obras, integradas no núcleo MEMÓRIA, refletem sobre o zapping, a fragmentação da emissão televisiva e o fim da simultaneidade da experiência televisiva. Pensada como um projeto distribuÃdo no território, ZAPPING: TELEVISÃO COMO CULTURA E CONTRACULTURA convida o público a percorrer os diferentes espaços expositivos, construindo uma leitura progressivamente mais ampla sobre a televisão enquanto dispositivo cultural, polÃtico e artÃstico, e sobre o modo como a sua história se cruza com a memória coletiva, a democracia e as práticas contemporâneas da arte. |
















