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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


CURADORIA DE RUI PRATA

Invisible Borders




SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS ARTES
Rua Barata Salgueiro, 36
1250-044 LISBOA

04 SET - 04 OUT 2025


INAUGURAÇÃO: 4 de Setembro, 18:30, na Galeria Pintor Fernando de Azevedo da Sociedade Nacional de Belas Artes


Invisible Borders
Curadoria de Rui Prata



Integrada na 7.ª edição do Imago Lisboa, a exposição parte da ideia de que as fronteiras mais difíceis de atravessar não se encontram nos mapas, mas sim nos olhares, nos arquivos e nos silêncios que moldam a nossa memória coletiva. São limites invisíveis, construídos por séculos de deslocações, encontros e exclusões, que continuam a marcar a forma como vemos, reconhecemos e recordamos o mundo.

Invisible Borders propõe um espaço de reflexão e de escuta, onde a fotografia se afirma como linguagem capaz de expor tensões, resgatar histórias e abrir caminhos para novas formas de convivência e partilha.



Quebrar o Silêncio – Caminhar Juntos

“Na sua 7ª edição, o Imago Lisboa reafirma-se como um espaço plural de encontro e reflexão em torno da imagem fotográfica. Consolidado no panorama cultural de Lisboa — e com crescente reconhecimento nacional e internacional — o festival propõe-se, mais uma vez, não apenas como plataforma expositiva, mas como agente ativo no desenvolvimento da literacia visual e da compreensão crítica das artes visuais contemporâneas.

A edição de 2025 inscreve-se num contexto em que a prática fotográfica é convocada a pensar o mundo a partir da sua própria ontologia: o olhar, o registo, a memória, o silêncio. O tema curatorial — Quebrar o silêncio, caminhar juntos — convida à escuta e à partilha, num momento em que a convivência entre culturas e experiências se torna imperativa.

Portugal, enquanto território histórico de cruzamentos, encontros e deslocações, revela-se simultaneamente como espaço de acolhimento e de silêncio. A construção da nossa identidade coletiva foi, desde sempre, marcada pela presença do outro — os cruzados que povoaram os territórios conquistados, os estrangeiros que ocuparam as possessões ultramarinas, os migrantes que hoje respondem às necessidades de uma população em regressão. Este festival pretende, assim, abrir espaço para narrativas que foram historicamente silenciadas e promover uma escuta ativa dessas vozes.

A programação artística do Imago Lisboa 2025 articula-se em torno de um conjunto de exposições que propõem diálogos entre artistas consagrados e emergentes, de diferentes geografias e gerações. Estas exposições espelham a diversidade das práticas fotográficas atuais e são complementadas por um amplo programa de atividades: debates, oficinas, projeções, leituras de portfólios e conferências.

Numa estratégia de alargamento e fidelização de públicos, o festival promove ainda ações educativas nas bibliotecas municipais, com sessões dedicadas à História da Fotografia e conversas em torno da obra de artistas participantes — criando, assim, condições para uma descodificação mais sensível e informada das suas narrativas visuais.

Por fim, numa abordagem mais lúdica e experimental, o Imago Lisboa propõe oficinas abertas a jovens, seniores e famílias, onde se exploram formas alternativas de fazer e pensar a fotografia. Porque é também na brincadeira, no gesto e no improviso que se quebram silêncios e se criam novos caminhos partilhados.â€

Rui Prata
Curador e Diretor Criativo da IMAGO