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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


JOSÉ PEDRO CROFT

Et sic in infinitum




MUSEU ARPAD SZENES - VIEIRA DA SILVA
Praça das Amoreiras, 56
1250-020 LISBOA

26 JAN - 28 MAI 2023


INAUGURAÇÃO: 26 de Janeiro, às 18h30 no Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva, Lisboa

Exposição individual



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A exposição Et sic in infinitum de José Pedro Croft, patente nas salas das exposições temporárias do Piso 1 da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, é comissariada por Sérgio Mah e tem o apoio mecenático da Fundação Carmona e Costa.

A exposição reúne trabalhos em escultura, desenho e gravura, maioritariamente produzidos nos últimos dois anos. Cada uma das obras revela elementos de círculos ou de circunferências, em planos mais abrangentes ou parcelares, submetidos a variações cromáticas, a cortes, descentramentos e sobreposições, de modo a configurar formas que se desalinham e se repartem, procurando desencontros, desvios profícuos, articulando frequentemente as suas qualidades bidimensionais e tridimensionais. Deste modo, partindo de uma mesma forma básica e arquetípica, o artista explora um imenso campo de possibilidades estéticas e perceptivas, através de uma sucessão de permutações que indaga a volatilidade e a impermanência das formas, manifestando a sua inclinação por modos mais abertos e múltiplos de pensar, ver e criar, e comprometendo-nos com as oportunidades que derivam da experimentação e da variação criativa, entendidas também como critérios fundamentais na relação multiforme com o mundo e a arte do nosso tempo.

O título Et sic in infinitum é uma citação da frase que consta em cada um dos lados de um desenho do físico e cosmologista Robert Fludd, reproduzido no seu livro Utriusque cosmi maio­ris scilicet et minoris metaphysica, physica atque technica his­toria in duo volumina secundum cosmi differentiam diuisa (1617-1621). Reconhecido como umas das primeiras repre­sentações da criação do universo, o desenho dá a ver um qua­drado negro imperfeito (em rigor é um trapézio), a imagem do pré-universo, do nada, do vazio negro (e sem forma) ante­rior ao evento da criação.festando a sua inclinação por modos mais abertos e múltiplos de pensar, ver e criar, e comprometendo-nos com as oportuni­dades que derivam da experimentação e da variação criativa, entendidas também como critérios fundamentais na relação multiforme com o mundo e a arte do nosso tempo.