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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


HELENA VALSECCHI

Synecdoche




GALERIA SÁ DA COSTA
Rua Serpa Pinto 19
1200-443 LISBOA

23 JUN - 23 JUL 2022


INAUGURAÇÃO 23 de Junho, entre as 17h00 e as 20h00 na Galeria Sá da Costa, Lisboa

Exposição individual



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"O desenho e a escultura são dois meios artísticos centrais no trabalho de HElena Valsecchi (Novara, 1976), que lhe permitem explorar e experimentar formas, metodologias e temas estreitamente ligados à representação iconográfica e poética na pintura sobre papel e na escultura, através de uma relação acentuadamente mais física, mesmo na ausência de um corpo, ou perante corpos imaginários. A artista tem vindo a desenvolver uma pesquisa sobre questões metafísicas, marcadas por uma aura de espiritualidade que nos interroga sobre a nossa relação histórica com as representações da sacralidade, no sentido das questões paradoxais imanentes à própria vida, por um lado religiosa, enquanto espaço sagrado, mas por outro lado profana, mundana e secular. Sob este aspecto, e no contexto desta exposição, Valsecchi tem vindo a trabalhar numa obra que se relaciona, de um modo intenso, com a sua vida e integra uma outra ferramenta de cariz conceptual, a linguagem, na figura de estilo sinédoque.

“Synecdoche”, numa aproximação à palavra em língua grega, é o título da obra central da exposição, que integra também uma escultura de singular importância, e que pertence a este universo. A obra “Synecdoche” agrega uma grande complexidade de acções, espaços e gestos, podendo ser entendida como um work in progress, e como um projecto/estado de vida da artista. Valsecchi pensa esta obra como um processo quase diarístico, que será continuado no seu tempo de vida e se estriba numa esfera numinosa que atende a Rudolf Otto, autor central na pesquisa e no pensamento que a artista desenvolve. (...)

O trabalho a aguarela sobre papel demonstra uma excepcional proficiência no domínio desta técnica, que permite representar figurações tão diversas, algumas delas mais ficcionais, por vezes abstractizantes, mas também objectos da memória colectiva (...). Todo este processo contribui para a criação do atlas visual que é de facto a “Synecdoche”, uma visão simultânea, e assim paradoxal, da parte e do todo, fragmentada em diversas geografias do imaginário espiritual e metafísico da condição humana, enquanto acto artístico e expressão da sua vida. (...)"

João Silvério