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TERMINA A PRESENÇA DO PROJECTO IN CONFLICT EM VENEZA, A REPRESENTAÇÃO OFICIAL PORTUGUESA NA BIENNALE ARCHITETTURA 2021

2021-11-20




In Conflict – o Pavilhão de Portugal na 17.a Exposição Internacional de Arquitectura La Biennale di Venezia – encerra as suas portas a 21 de Novembro, data de fecho desta edição da Bienal de Arquitectura. Esta data marca também o momento de despedida do Palazzo Giustinian Lolin, da Fundação Ugo e Olga Levi, sede do Pavilhão de Portugal em três edições da Bienal de Veneza (duas de arquitectura e uma de arte, desde 2018), conforme anunciado pela Ministra da Cultura Graça Fonseca na inauguração oficial da exposição.

In Conflict foi a resposta dada pelos curadores Carlos Azevedo, João Crisóstomo e Luís Sobral (depA architects) e do curador-adjunto Miguel Santos, ao tema lançado pelo curador-geral da 17.a Exposição Internacional de Arquitectura, Hashim Sarkis: “How Will We Live Together?”. Dentro daquilo que é a demanda pelo novo contrato espacial anunciada por Sarkis, a Representação Oficial Portuguesa concentrou- se nos processos arquitectónicos moldados por uma pluralidade de vozes – entre o poder político, a imprensa e a sociedade civil – que na sua interacção, possibilitada pela vida em democracia fundada em 1974, produzem respostas reais que, longe de terminadas, acrescentam ao pensar crítico da arquitectura enquanto disciplina social.

Com dois adiamentos a pontuar esta edição da Biennale Architettura, primeiro para Agosto de 2020 e finalmente para 22 de Maio de 2021, In Conflict contou com um positivo reconhecimento por parte do público e um franco acolhimento pela imprensa nacional e internacional, numa edição ainda constrangida pelos impedimentos nas deslocações internacionais.

No dia 23 de setembro foi apresentado o primeiro volume do livro oficial, editado pelos curadores e curador-adjunto, com chancela da Circo de Ideias, que reúne a totalidade dos 28 processos da arquitectura nacional em exposição. Para além da recolha do material expositivo, como reproduções de jornais de época, das fotografias e dos demais elementos gráficos, o livro contém também sete diálogos inéditos com os autores ou participantes dos principais processos expostos, além de ensaios escritos pelos mesmos. O livro oficial terá um segundo tomo, a ser editado e publicado em breve, onde constarão ensaios e material reunido a partir dos eventos de debate.

Apesar do evento oficial terminar agora, a representação oficial portuguesa manter-se-á activa, através da libertação e promoção do extenso material reunido para a exposição, debates e livros, que integrará um repositório disponibilizado a partir do site oficial e outras plataformas online. Também no canal oficial de YouTube estão totalmente disponíveis os nove eventos de debate In Conflict que contam já com mais de cinco mil visualizações.



In Conflict

A exposição ancorou-se em sete processos mediáticos da arquitectura portuguesa, numa viagem pelo território nacional desde o 25 de Abril, que começou pelas recentemente demolidas Torres do Bairro do Aleixo, no Porto; seguindo para o novo ideário de habitação social proposto pelo Conjunto Habitacional Cinco Dedos, em Chelas, da autoria do arquitecto Victor Figueiredo; percorrendo também as dunas imortalizadas pela música e documentário ‘Índios da Meia Praia’, sobre o Bairro do SAAL Algarve – Apeadeiro da Meia-Praia, com coordenação do arquitecto José Veloso; revisitou também a evolução do Plano de Pormenor da Nova Aldeia da Luz, em Mourão, Alentejo, da autoria de Ana Luísa Rodrigues, João Francisco Figueira, José Miguel Rodrigues, Luís Fareleira e Pedro Bandeira; passando pela proposta de construção em altura para a Reconversão do Estaleiro da Margueira –A Elipse, em Almada, dos arquitectos Manuel Graça Dias e Egas José Vieira; debruçando-se depois sobre a questão das ilhas do Porto, a partir da Reabilitação da Ilha da Bela Vista, pelos arquitectos André e António Cerejeira Fontes em conjunto com o LAHB (Laboratório de Habitação Básica); e, finalmente, terminando com o processo de Reconstrução de Casas Destruídas pelos Incêndios de 2017, em Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande e Pampilhosa da Serra, com sete projectos do colectivo ateliermob.

In Conflict integrou, paralelamente à exposição patente em Veneza, um ciclo de nove debates. Os primeiros três foram transmitidos em formato online, ainda antes da abertura da Bienal, e os restantes seis distribuíram-se entre Lisboa, no Palácio Sinel de Cordes, sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa, Porto, no MIRA FORUM, em Campanhã e Veneza, no Pavilhão de Portugal. Os debates reuniram painéis multidisciplinares de participantes, com presença de arquitectos, sociólogos, investigadores, geógrafos, agentes políticos e culturais e tiveram como temas a herança colonial nas cidades, a arquitectura em construções de emergência, o papel social do arquitecto ou as práticas colectivas para a agregação urbana. Também a Lei de Bases de Habitação foi amplamente explorada nas mesas de debate, deixando um lastro de questões e análises pertinentes para a aplicação das novas políticas de habitação.


Site oficial: www.inconflict.pt




FONTE: In Conflict – Representação Oficial Portuguesa