|
|
GOVERNO ESPANHOL AMEAÇA DEMITIR O DIRETOR DO MUSEO REINA SOFÍA2026-05-25Manuel Segade, diretor do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, o museu nacional espanhol de arte do século XX, foi ameaçado pelos parlamentares de ser destituído do cargo caso não conclua o inventário do acervo do museu até 31 de dezembro deste ano, segundo uma notícia da ARTnews. Desde a sua nomeação em 2023, Segade tem supervisionado uma “transformação” do espaço do museu, renovando um piso das galerias da coleção a cada ano até 2028. “Estamos a reestruturar os espaços dos nossos diferentes edifícios, deixando os pisos superiores do antigo hospital — edifício Sabatini — para o acervo e os pisos térreos e os espaços do nosso novo edifício Nouvel para a programação de exposições temporárias”, declarou Segade à revista The Collector em abril. Está também focado em melhorar a representação das mulheres artistas no museu: “Introduzimos quase 35% de obras de artistas mulheres, o maior número alguma vez registado no museu, mas este número precisa claramente de aumentar: das 26.000 peças nas nossas coleções, apenas 15% são de autoria feminina”, disse Segade na mesma entrevista. Segundo a ARTnews, o Tribunal de Contas de Espanha tem vindo a criticar os métodos de catalogação do Museu Reina Sofía há anos, e as autoridades governamentais exigem agora um levantamento físico das mais de 25.000 obras de arte do museu, bem como avaliações financeiras abrangentes. As actuais pressões sobre Segade têm recebido um forte apoio da extrema-direita em Espanha e são apoiadas pelo Partido Popular, de centro-direita. “As obras de arte do museu — bem como aquelas que não podem ser devidamente localizadas — já não podem permanecer em risco”, terão declarado representantes do Partido Popular durante a discussão do assunto. Em abril, o museu recusou o pedido do Guggenheim Bilbao para emprestar “Guernica”, de Pablo Picasso, uma das jóias da coleção, o que levou as autoridades bascas a solicitarem reuniões com o ministro da Cultura espanhol, Ernest Urtasun, para determinar se a recusa poderia ser revertida. Um grupo pró-Israel apresentou também recentemente uma queixa contra o museu, acusando a instituição de "incitamento ao ódio anti-semita" por exibir uma bandeira palestiniana na fachada e por acolher uma série de seminários intitulada "Do rio ao mar: Solidariedade internacional com a Palestina". Fonte: Artforum |













