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ARQUITETURA E DESIGN




José Veloso (ao centro) na Cerimónia de Outorga de Membro Honorário da Ordem dos Arquitetos ⓒ Joaquim Paleta


Lagos, índios da Meia-Praia ⓒ Arquivo pessoal de José Veloso


Lagos, índios da Meia-Praia ⓒ Arquivo pessoal de José Veloso


Lagos, Meia-Praia, construção das primeiras habitações ⓒ L’Architecture d’Aujourd’hui, nº 185, Mai/Juin 1976


Lagos, Meia-Praia, construção das primeiras habitações ⓒ L’Architecture d’Aujourd’hui, nº 185, Mai/Juin 1976


Lagos, Meia-Praia, construção das primeiras habitações ⓒ L’Architecture d’Aujourd’hui, nº 185, Mai/Juin 1976


Planta de implantação ⓒ L’Architecture d’Aujourd’hui, nº 185, Mai-/Juin 1976


Tipologias das habitações evolutivas ⓒ L’Architecture d’Aujourd’hui, nº 185, Mai-/Juin 1976


Lagos, Meia-Praia, Bairro 25 de Abril ⓒ Rui Morais de Sousa, 2019


Lagos, Meia-Praia, Bairro 25 de Abril ⓒ Rui Morais de Sousa, 2019


Detalhe do manuscrito da letra da canção “Índios da Meia-Praia” da autoria de Zeca Afonso ⓒ Arquivo pessoal de José Veloso

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ENTREVISTA A JOSÉ VELOSO, ARQUITETO DA OPERAÇÃO SAAL DA MEIA-PRAIA

MADALENA FOLGADO E JOSÉ VELOSO


 

[1]

 

 

 

Do alto dos seus 92 anos de vida, o arquiteto da Operação SAAL (Serviço Ambulatório de Apoio Local) da Meia-Praia em Lagos, José Veloso, demora-se não apenas na sua vida mas na esperança de ‘continuar-mos a viver todos juntos’ — Na vida enquanto força de realizar, i.e., o entretecimento vital do Coletivo; em termos concretos e no tocante ao seu ofício, porque esta é uma entrevista a um homem pragmático, apenas dado a ver na inseparabilidade entre arquitetura e urbanismo, uma vez que tal separação, como a experiência nos diz, gangrena tão delicado tecido. António Cunha Telles fixou a imagética desta Operação, nacional e internacionalmente, no célebre documentário Continuar a viver (Os índios da Meia-Praia), com a música de Zeca Afonso, que dificilmente nos sai da cabeça…A esperança de ‘continuarmos a viver todos juntos’ — e a prática concreta do seu como — é a “canção de inocência” que precisamos, parafraseando o título de uma obra do visionário William Blake, cuja musicalidade não nos deve sair da cabeça, porventura até mais do que a “canção de experiência” do Bairro 25 de Abril, ainda parafraseando o mesmo título e obra. [2]

 

Por Madalena Folgado

 

>>>

 

MF: Esta entrevista pode apenas dar início com um agradecimento: Obrigada arquiteto José Veloso.

Ainda que muitos de nós sejamos conscientes, porém nos sintamos paralisados, é paradoxal que a mesma energia de desenhar e construir casas que moveu a Associação de Moradores da Meia-Praia, e equipa técnica do SAAL, muito naturalmente, gerada pela atmosfera específica do Pós 25 de Abril de 1974, não encontre qualquer ‘abrigo’, se não meramente formal, nos discursos sobre arquitetura ou arquitetos…As grandes palavras, como certos grandes edifícios, estão devolutas, i.e., desabitadas. Peço-lhe que comente, a partir das suas ‘artes de pesca’ da memória. 

JV: Eu acho que a questão fundamental a saber é qual foi o papel da Arquitectura na Revolução do 25 de Abril, tanto nos seus aspectos de consequência do processo do que estava a acontecer como nos da influência da Arquitectura no próprio processo. Os dois em simultâneo de forma desigual e combinada. 

O 2º Governo Provisório (18 de Julho a 30 de Setembro de 1974) criou a Secretaria de Estado da Habitação, que até então nunca tinha tido essa dimensão e importância na estruturação do governo, e o segundo aspecto é que foi entregue a um arquitecto, em primeiro lugar, e que esse arquitecto era um estudioso da participação democrática das populações na construção da cidade, o Arquitecto Nuno Portas.

Até então a participação das populações era nula. A função da Arquitectura  era remetida para um segundo plano, não era chamada para as principais como, por exemplo, a das localizações. Em primeiro lugar há que considerar haver então uma visão corporativa na organização da sociedade em termos de habitação. A acção do governo na construção de habitação determinava-se pela natureza do próprio sector social, o Bairro Operário, o Bairro dos Pescadores, por exemplo, era sempre sob esse prisma, também como meio de gestão de (e do) poder na satisfação de franjas sociais que interessassem na altura.  Só depois apareceu a noção do Bairro Social, que já não era dirigido especialmente a um sector da população.

O SAAL veio revolucionar completamente estes conceitos, todos eles, para começar em centrar a solução arquitectónica na participação directa da população mais no sentido zonal, da cidade, do que no sentido de bairros isolados da cidade. Tudo isso variou muito nas áreas geográficas do país e também conforme a óptica das equipas técnicas.  No Algarve, destacadamente, muitas das decisões em termos da intervenção da arquitectura foram subordinadas à urgência da realização dos novos direitos, direitos que as populações não sabiam que alguma vez conseguissem alcançar ou até mesmo que existissem. E isso terá sido um aspecto em que a Arquitectura permaneceu, como conceito e não como prática. Depois a prática veio alterar tudo isso.

MF: Recentemente, assisti no CCB a uma conferência de arquitetura, onde, o arquiteto conferencista estrangeiro apresentou um conjunto de arquiteturas efémeras – barracas de outra espécie, e sem qualquer ironia ou desprimor. Dava particular ênfase às vivências inesperadas destes dispositivos, sem se referir, durante toda a apresentação, a quaisquer aspetos formais ou construtivos condutores de projeto. Fora-lhe perguntado se o que apresentava era arquitetura, uma vez que a componente estética não estava presente. Será o desafio dos arquitetos do nosso tempo, e em favor de que as vivências da arquitetura não se transformem em mera retórica, ‘demorarem-se’ no projeto ético, até que dele emerja uma mais sustentável – e coletivamente sustentada – estética? 

JV: Onde é que a Ética da Arquitectura entra nesses casos? Acho que entram mais as questões que não são consideradas, ou pelo menos não são valorizadas, como as questões formais.

A estética é uma resultante ou é um mecanismo?

Tentando responder, ou reflectir, para mim é simultaneamente um ponto de partida, um conceito de partida, e uma resultante da aplicação dos conceitos no concreto, na resolução dos problemas que se vão encontrando. Tenho alguma dificuldade em dividir as questões, pois o projecto tem de corresponder, e responder ao programa proposto. No caso da habitação de interesse social, e mesmo ultrapassando o conceito de habitação social, para apenas considerar a habitação como uma necessidade das pessoas e alargando esta opinião, acabo por concluir que o espelho superior da habitação é a habitação colectiva e, portanto, dedicando especial dedicação à habitação colectiva, na medida em que toda a habitação é uma participação urbanística. Embora nunca tenha desenvolvido muito esta opinião, apesar de para mim ser bastante claro: a expressão superior da habitação é a habitação colectiva na medida em que só a compreendo totalmente como uma componente urbana, resultante da sedentarização da sociedade.

MF: Das suas referências, enquanto cidadão e arquiteto, quem sobrevive, em 2022, no seu 'plano de pormenor afetivo'? 

JV: Eu volto à mesma questão, sobrevive a habitação colectiva. Por questões de lapsos de memória é me difícil encontrar referências objectivas, mas posso dizer que o que sobrevive são os princípios do chamado Movimento Moderno, que estão ligados à habitação colectiva e ela própria directamente ligada à organização urbana, portanto ao Urbanismo. Não ao urbanismo na sua globalidade mas ao urbanismo limitado à urbanização, isto é limitado às construções em si mas contribuindo no processo da Construção da Cidade.

Hoje tenho dificuldade em organizar raciocínios em termos profissionais, em termos de cidadania na medida em que não distingo uma coisa da outra, como penso acontecer em todas as profissões cada vez mais à medida que as profissões têm um âmbito de intervenção maior, isto é, mais vasto, não só na dimensão como nas atitudes e procedimentos.

MF: Tenho presente uma frase atribuída ao arquiteto Paulo Mendes da Rocha “A função da Arquitetura é dar amparo à imprevisibilidade da vida”. O que faremos para não ‘datar’ o entusiamo dos primeiros momentos do SAAL, antes das lucubrações partidárias das primeiras eleições, no sentido de, parafraseando o tema da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2020 e participação portuguesa, ‘viver juntos em conflito’ –, após o advento da Pandemia, e de uma guerra na Europa, lembrando que conflito não é guerra? 

 JV: Eu tenho uma grande dificuldade e não concebo, a diferença entre urbanismo e arquitectura. Penso que toda a Arquitectura é uma intervenção urbana e que a qualidade da intervenção urbana passa pela qualidade da arquitectura. No concreto, parte destes conceitos consegui realizá-los no SAAL, pela emergência das intervenções do SAAL, mas posteriormente sedimentados no edifício Luztur, (Praia da Luz- Lagos) que não se percebe onde começa e onde acaba o que é público. A arquitectura não se deve distinguir da organização da sociedade, aquilo que eu chamo o papel social da arquitectura. 

MF: A imagética do documentário de António Cunha Telles – da casa suspensa movida pelos pescadores aos tijolos carregados por crianças e mulheres – são a marca indelével daquele evento. Poucos saberão do embargo do Bairro, que aguarda ser legalizado há quase cinco décadas. Talvez, por apenas se lembrarem do início da música de Zeca Afonso que acompanha todo o filme…Imagine-se então o seguinte: O arquiteto José Veloso é responsável por criar um novo documentário, ficcional, e por conseguinte, também poderá também manter ou não a banda sonora…Mas, acima de tudo, pode-nos contar uma outra história; uma inspiradora narrativa arquitetónica, mais justa para aquela população e para o País em geral. Qual seria? 

JV: A realidade excede sempre a ficção. A Operação SAAL na Meia-Praia com aquela população peculiar e com a dinâmica do momento histórica que então todos nós vivíamos, observada pelos olhos de hoje parece ser uma ficção, bem plasmada no filme do Cunha Telles.  A música e letra do José Afonso ganhou uma globalidade formal muito apreciada, muito divulgada, mas distante do objectivo de apoio político da altura, que tinha a ver com a “ressaca” social e política que então já se adivinhava.

Historiando e registando: o José Afonso, que tinha sido meu colega professor nos anos 50 na Escola Industrial e Comercial de Lagos, procurou-me. Já tinha uma melodia e queria dedicá-la a esta causa tão recente, tão original. Precisava da minha ajuda para escrever a letra do que haveria de ser a música dos “Os índios da Meia-Praia” (1976, in “Com as minhas tamanquinhas”).

Encontrámo-nos num café em Setúbal perto da Estação de Caminho de Ferro. Estava apinhado de gente, que entrava, saía e cumprimentava o Zeca com fortes palmadas nas costas interrompendo permanentemente a nossa conversa. Foi no meio desta confusão que iam nascendo as estrofes que hoje todos conhecem (das 26 foram usadas 16). Essas folhas A4 manuscritas, que me foram por ele oferecidas, encontram-se hoje no local que lhe compete, na Associação José Afonso.

José Afonso, através da sua arte musical, poética e acção cidadã, foi o lutador das Utopias, tanto antes como depois do 25 de Abril, mas da utopia como processo para atingi-la verdadeiramente. Um possível guião do novo filme “Continuar a Viver” é tão antigo como o anterior: apontará para aquele Mundo onde poderemos viver todos juntos. 

 

 

 

Madalena Folgado

É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Artes da Universidade Lusíada de Lisboa e investigadora do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design; e do Laboratório de Investigação em Design e Artes, entre outras coisas. 

 

:::

 

Notas

[1] Esta entrevista foi apenas possível graças à cumplicidade de Joaquim Paleta, sobrinho do arquiteto José Veloso e amigo pessoal, torno por isso pública a minha enorme gratidão, pela ética com que transcreveu as respostas, e pelo modo como conduziu todo processo, no tocante ao ajuste de ritmos; i.e., respeitando o ritmo do arquiteto e não colocando em causa as exigências do tempo editorial, tornando-se assim um terceiro autor desta peça escrita. 

[2] Referênca a Timothy Morton, por sua vez parafraseando o título da obra de William Blake, Songs of Innocence and Songs of Experience, numa publicação no Instragram, a propósito dos actuais conflitos armados e a posição crítica da Esquerda.